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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Posters minimalistas Quentin Tarantino

Tudo bem que tem o nome do filme, mas só pelos elementos nos pôsters vocês já conseguem descobrir Qual é o filme?

Do último trabalho.


Em outro estilo (veja mais):




E do estúdio Hexagonal:















sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Expo Anticorpos Campana no CCBB

Não dá para reclamar que em São Paulo não existam exposições boas de graça ou eventos culturais a preços acessíveis. O Centro Cultural Banco do Brasil sempre tem atividades legais, como a mostra do Clint Eastwood (entradas R$ 4,00 ou meia R$ 2,00), teatro e música.
Mas o que eu mais gosto são as exposições, meses atrás fui na do Escher, e ontem na Anticorpos, Fernando & Humberto Campana 1998-2009.
Quando fala de irmãos Campana, a primeira imagem que vem a minha cabeça é essa:



Logo em seguida lembro da coleção de Melissas lançada pela Grendene em parceira com os designers. Com certeza uma das parcerias mais legais da marca.


Mas dentro da expo descobri que a peça mais famosa e que lançou o nome deles internacionalmente foi a poltrona "Vermelho", trabalho muito interessante e que foi produzido também na Itália.



A primeira coisa que você avista ao entrar no prédio é uma enorme instalação no vão entre os andares, são milhares de fios de plástico que cruzam montando uma curiosa estrutura, tentei tirar fotos para dar uma noção do tamanho.


Dentro de uma das salas, quem estava? A poltrona de ursinhos! E outras bem legais, o material usado nas da frente é EVA, ficou até que bonito.



Aqui mais uma instalação com fotos da viagem dos dois ao deserto do Atacama.



A exposição ainda conta com cerca de 70 peças de mobiliário, 13 luminárias, oito joias e vestuários, 50 objetos domésticos, 20 objetos de arte, três maquetes de arquitetura e uma instalação inédita, além de 25 objetos colecionados pelos Campana. Em Sampa ficará em cartaz de 5 de novembro de 2011 a 15 de janeiro de 2012. "Anticorpos" contempla a produção de Fernando e Humberto Campana de 1989 a 2009 e tem curadoria de Mathias Schwartz-Clauss do Vitra Design Museum, na Alemanha.


Quem tem que ir?


Designers, arquitetos, desenhistas, ilustradores, decoradores...


Terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada franca (adoro)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Passeio fotográfico e chá das cinco!

Dia 27 de novembro, alguns senhores e senhoras se reunirão para desfilar com seus trajes de época, ouvir música erudita e poesia.
Será no Parque da Independência e Casa de Pães Maria Louca, confira o convite a seguir!
Vou ver se arranjo meu traje vitoriano à tempo.





sábado, 6 de agosto de 2011

Palestra com Sugamori- réplicas de alimentos

Já tinha postado sobre o assunto, mas nem imaginava o trabalho que dá!
E também não imaginava como era feito!
Que surpresa a minha ao saber que a forma é feita em cima do alimento de verdade! Sim, ele pega o alimento, no exemplo abaixo uma carambola, cola-a em uma tábua de madeira, envolve com um papel cartão, cobre de resina de silicone! Utilizando-se de agente catalizador, espera por duas horas para que a forma fique pronta.

Já que não tinhámos tempo de esperar a carambola ficar pronta, ele continuou com feijões, pois prepararia uma feijoada para vermos o resultado final!
Então com a forma pronta ele retira o alimento e preenche com plastissol, leva ao forno a mais ou menos 150 ºC!!!

 Retira a peça do molde e a pinta, ele utiliza 5 cores básicas. E em um trabalho minuncioso consegue reproduzir os diversos tons de alimentos elaborados como feijoada (ele reproduz até a gordurinha da linguiça!)

Ao finalizar a montagem, cobre com uma mistura de solvente (aqui ele usou acetona) para dar um acabamento lustroso. Volta ao forno por mais 20 minutos.
E pronto! Olha o resultado e um lamén com os hashi no ar!

O artista comentou que algumas peças demoram horas e outras MESES para ficarem prontas! E que o alimento mais difícil de reproduzir são os crus!
Olha só
Perfeitas as marcas e cores.

Obrigada Fundação Japão pela oportunidade.

domingo, 17 de julho de 2011

Escher no CCBB

Como todo bom brasileiro, deixei para ver a exposição no último fim de semana! O que foi ruim, filas enormes, muita gente em frente às obras e a impossibilidade de ver o filminho 3D! Nota mental: nunca deixar para o último dia. Segunda nota mental: você falou o mesmo pós-expo dos gêmeos na FAAP.
Mas quem foi pode ver instalações das obras como está que dá a ilusão que uma pessoa é muito maior que a outra, olha como a Vi ficou pequenina!


Nossa, quanta gente!!

Fotos de outras instalações:

Como era difícil de tirar fotos, vou postar algumas obras  que vimos:
presente em todo livro de matemática
Foto do artista

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Meia-Noite em Paris e Buñuel

Atenção: pode conter spoilers!

Semana passada eu assisti – duas vezes - ao último filme de Woody Allen, desde Match Point não deixo de assistir aos seus filmes no cinema e depois em casa, além de ficar horas divagando e contando os detalhes para família e amigos.
O longa filmado na Cidade Luz, onde é impossível dizer se é mais bonita de dia ou de noite, como diz Adriana, personagem interpretada pela lindíssima Marion Cotillard, possui tantas, mas tantas referências externas que é preciso um super conhecimento em literatura e arte modernista para compreender profundamente suas tiradas.
Confesso, não sou conhecedora dessa geração que habitava Paris na década de 20, li apenas o Velho e o Mar do Hemingway, que curiosamente fiz este post engraçado para minhas amigas “pescadoras de relacionamento”, sabia quem era Salvador Dalí, pois meu pai tem umas reproduções de seus quadros em casa, quadros bem malucos:

O protagonista Gil conhece os surrealistas Salvador Dalí, Man Ray e Buñuel em um café numa das cenas mais engraçadas do filme e confidencia que não é daquela época! Ele veio do futuro, os artistas não se espantam e Man Ray diz ser plausível, ao que Gil responde: “você é um surrealista e eu sou um cara normal”.
Em outro momento ele se reencontra com o cineasta Buñuel e sugere um filme, um grupo de pessoas sai para jantar e não consegue sair da sala, pelo tom de chacota deu para entender que se tratava de um filme que ele faria realmente.
Procurei na net e vi que era O Anjo Exterminador, de 1962.
Leia a resenha que Christian Caselli fez sobre o filme.



Luis Buñuel nasceu em Calanda,a 22 de Fevereiro de 1900 era espanhol, mas foi nacionalizado mexicano. Trabalhou com Salvador Dalí, de quem sofreu fortes influências na sua obra surrealista, o que mostra no filme.
Sua obra cinematográfica é aclamada pela crítica, mas sempre cercada por uma aura de escândalo, além de influenciar fortemente a carreira de ninguém menos que o conterrâneo Pedro Almodovar.

Um de seus filmes mais icônicos é “Un chien Andalou” (Um Cão Andaluz) de 1929, com aquela famosa cena de um olho sendo cortado, morro de aflição, mas tem uma explicação que eu achei legal, estando no início do filme ela adverte quem o assiste, ele deve ser visto com um olhar diferente.

Na cena da mão cheia de formigas, é a coceira por matar! São interpretações, que não podemos aceitar sem questionar, já que os filmes surrealistas foram feitos de maneira que cada pessoa possa interpretar como quiser! Por isso são tão interessantes. Conta-se que ao ganhar o Leão de Ouro de Veneza por A Bela da Tarde, perguntaram para Buñuel o significado da caixinha de música que um japonês carrega quando no quarto com Catherine Deneuve. O cineasta respondeu que não sabia. Por isso o espectador não pode racionalizar dentro de determinada lógica nos filmes surrealistas. 

 Ele dirigiu Belle de Jour, de 1967, filme que lançou (e marcou) a lindíssima Catherine Deneuve, a atmosfera de sonho e a questão sobre caráter são importantes em sua obra. Eu resumi para meus colegas o enredo do filme:
“conta a história de uma senhora casada que apesar de feliz, não se sente atraída pelo marido, e descobre uma maneira de realizar suas fantasias, prostituir-se e como só pode durante a tarde, ganhou o apelido de Bela da Tarde. ”


Com a palavra, o próprio...
Buñuel por Dalí


“Num bar, para provocar e entreter um devaneio, é preciso gim inglês. Minha bebida predileta é o dry-martini. Considerando o papel que o dry-martini representou nesta vida que relato, devo dedicar-lhe uma ou duas páginas. Como todos os coquetéis, o dry-martini é provavelmente uma invenção americana. Compõe-se, essencialmente de gim e de algumas gotas de vermute, de preferência de Noilly-Prat. Os verdadeiros aficionados, que gostam de seu martini muito seco, chegavam ao ponto de sustentar que bastava simplesmente que um raio de sol atravessasse uma garrafa de Noilly-Prat antes de atingir o copo de gim. Um bom dry-martini, dizia-se em certa época, deve assemelhar-se à concepção da Virgem Maria. Sabe-se, efetivamente, que segundo Santo Tomás de Aquino, o poder gerador do Espírito Santo atravessou o hímen da Virgem “como um raio de sol passa através de um vidro, sem rompê-lo”. O mesmo ocorre em relação ao Noilly-Prat, diziam. Mas isso me parece um pouco excessivo.
Outra recomendação: é preciso que o gelo utilizado esteja totalmente congelado, muito duro, para que não solte água. Nada pior do que um martini aguado.
Permitam que dê minha receita pessoal, fruto de uma longa experiência, com a qual sempre obtive grande sucesso.
No dia anterior à vinda de meus convidados, coloco na geladeira tudo o que é necessário: os copos, o gim, a coqueteleira. Tenho um termômetro que me permite verificar se o gelo está numa temperatura de mais ou menos vinte graus abaixo de zero.
 No dia seguinte, quando meus amigos já estão presentes, pego tudo o que me é necessário. No gelo bem duro derramo primeiro algumas gotas de Noilly-Prat e uma meia colher de café de angostura. Sacudo tudo, depois esvazio. Só conservo o gelo, que mantém os vestígios muito leves dos dois perfumes, e derramo gim puro sobre esse gelo. Sacudo ainda um pouco e sirvo. Isso é tudo, e não há nada mais além disso.”
Meu último suspiro – Autobiografia de Luis Buñuel

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cavalera inspira-se em Frida Kahlo para coleção verão 2012


O desfile de amanhã, 11h na área externa a Bienal, tem como tema “ Frida Kahlo ouve Janis Joplin no dia de los muertos” E podemos esperar mais uma viagem do diretor criativo Alberto Hiar, pelo croqui vemos que a coleção terá cores e flores.

Pensando um pouco em história – Frida não teve tempo de conhecer a música de Janis, já que quando faleceu a cantora contava apenas com 11 anos de idade- retirei o trecho que fala da pintora da obra de Edward Lucie-Smith, porque muitas pessoas só conhecem a Frida Kahlo graças ao filme protagonizado por Salma Hayeck, ou apenas alguns de seus agonizantes quadros, vendo um pouquinho da sua história dá para ver sua obra com outros olhos.


















Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, mais conhecida como Frida Kahlo (Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 - Coyoacán, 13 de julho de 1954), foi uma pintora mexicana.
Pintou com cores vibrantes em um estilo que foi influenciado pela cultura indígena do México e as influências europeias, incluindo realismo, simbolismo e surrealismo. Muitos de seus trabalhos são auto-retratos que simbolicamente articulam suas próprias dores. Kahlo foi casada com o muralista mexicano Diego Rivera.
"Eu pinto auto-retratos porque sou a pessoa que eu conheço melhor." - Frida Kahlo

Em 1925,
Kahlo sofreu o grave acidente que viria a definir o padrão de grande parte do resto de sua vida. Ela estava viajando em um ônibus que colidiu com um bonde, e sofreu ferimentos graves em sua perna direita e pélvis. O acidente arruinou seu sono de ser mãe, uma das dores que ela mais representou em seus quadros. Significou também que ela enfrentaria uma árdua batalha contra a dor. Em 1926, durante a sua convalescença, ela pintou o seu primeiro autorretrato, início de uma longa série em que ela traçou os acontecimentos de sua vida e suas reações emocionais neles.

Ela conheceu Rivera, em 1928, através de sua amizade com o fotógrafo e revolucionário Tina Modotti. Rivera tinha acabado de se separar, e os dois descobriram que tinham muito em comum, pelo menos do ponto de vista político, uma vez que ambos eram comunistas militantes. Eles se casaram em agosto de 1929. Kahlo viria a dizer: "Eu sofri dois acidentes graves na minha vida, aquele em que o bonde me derrubou e Diego."

O clima político no México estava se deteriorando para os de esquerda, graças ao governo Calles reacionário e o programa de pintura do mural iniciado pelo grande ministro da Educação, José Vasconcelos tinha sido interrompido. Mas a reputação artística de Rivera estava se expandindo rapidamente nos Estados Unidos. Em 1930, o casal partiu para São Francisco, em seguida foi a Nova York em 1931 para a retrospectiva Rivera organizada pelo Museu de Arte Moderna.
Kahlo, nesta fase, era considerada principalmente como um apêndice de um marido famoso, mas a situação mudou rapidamente.
Em 1932 Rivera foi contratado para pintar uma série de grandes painéis para o Museu de Detroit, e Kahlo sofreu um aborto espontâneo. Enquanto se recuperava, ela pintou o aborto em Detroit, o primeiro de seus penetrantes autorretratos. O seu estilo evoluiu para algo totalmente contrário ao do marido, sendo baseada na arte popular mexicana e, em particular, o universo das igrejas do México.

Frida começou a trabalhar em uma série de obras que não tinha precedentes na história da arte - pinturas, que exaltam a qualidade feminina de verdade, da realidade, da crueldade e sofrimento. Nunca antes uma mulher agonizante colocara a poesia na tela como Frida, naquele momento, em Detroit.
Diego e Frida em foto do dia de seu casamento em 1929

Quando finalmente retornaram ao México em 1935, Rivera iniciou um affair com a jovem  Cristina Kahlo. Embora eles tivessem feito as pazes, este incidente marcou grande mudança na sua relação. Rivera nunca tinha sido fiel a uma mulher; Kahlo já embarcou em uma série de casos com homens e mulheres que continuaram para o resto de sua vida. Rivera tolerada seus relacionamentos lésbicos melhor do que os heterossexuais. Um dos mais graves amores foi com o líder revolucionário russo Leon Trotsky, que ao ser perseguido por Stalin, veio se refugiar no México, em 1937 convidado por Rivera. Outro visitante no México neste momento, quem de bom grado teria um caso amoroso com Kahlo, foi a principal figura do grupo surrealista, André Breton. Ele chegou em 1938 e ficou encantado com o México, que considerou um país "surrealista naturalmente", e com a pintura de Kahlo. Através de sua iniciativa, foi oferecido um show no elegante Julian Levy Gallery em Nova York, em 1938, e Breton escreveu um prefácio do catálogo. A exibição foi um triunfo, e cerca de metade dos quadros foram vendidos. Em 1939, Breton sugeriu uma exibição em Paris e se ofereceu para organizá-la.
Kahlo, que não falava francês, chegou à França para descobrir que Breton não havia sequer se preocupado em preparar.

A exibição foi finalmente resgatada por Marcel Duchamp, que a abriu com cerca de seis semanas de atraso. Não foi um sucesso financeiro, mas as críticas foram boas e o Museu do Louvre adquiriu uma imagem para o Jeu de Paume. Kahlo também ganhou elogios de Kandinsky e Picasso .Como conseqüência criou uma aversão violenta para o que ela chamou de "esse bando de lunáticos, dos surrealistas”. Em janeiro de 1940, por exemplo, era um participante (com Rivera) da Exposição Internacional do Surrealismo, realizada em Cidade do México. Mas ela negava ser surrealista. "Eles achavam que eu era surrealista," disse, "mas eu não era. Eu nunca pintei sonhos. Pintei minha própria realidade".
(arvore)

No início de 1940,
Kahlo e Rivera se divorciaram, mas eles continuaram a fazer aparições públicas juntos. Mudaram para os EUA e se casaram novamente. Um dos motivos parece ter sido o fato que Rivera  reconhecera que a saúde de Kahlo se deteriorar inexoravelmente, e que ela precisava de alguém para cuidar dela.

A partir de 1944,
Kahlo sofreu as primeiras operações em sua coluna e seu pé aleijado (resquício da poliomelite). Autoridades em sua vida e trabalho têm questionado se todas essas operações eram realmente necessárias, ou se elas eram de fato uma forma de prender a atenção de Rivera em face de seus assuntos diversos com outras mulheres. No caso de Kahlo, seus sofrimentos físicos e psicológicos foram sempre ligados. nos anos 1950, seu estado físico, chegou ao ápice e ela teve de ir para o hospital na Cidade do México, onde permaneceu por um ano.
Em julho de 1954, ela fez sua última aparição pública, quando participou de uma manifestação comunista contra a derrubada do presidente da Guatemala, Jacobo Arbenz. Logo depois, ela morreu durante o sono, aparentemente como resultado de uma embolia, porém há a desconfiança entre as pessoas próximas que ela que tenha encontrado uma maneira de cometer suicídio. A última coisa que escreveu no Dário foi: "Espero que o final seja feliz - e eu nunca espero voltar - Frida". 

*Texto referência: Edward Lucie-Smith, "As Vidas dos Grandes Artistas do Século 20"
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