Aqui começa a minha saga para visitar a capital do país do Tango, prepare-se para uma descrição bem humorada, politicamente neutra e com foco em outros detalhes. A aventura já começa com um sentimento no mínimo ruim, O Quase, porque nós
quase perdemos o voo saindo de São Paulo. Na hora o desespero, atravessamos os corredores parecendo três loucas, depois da descarga de adrenalina uma sensação de "sofoda".
Saímos da Paulista às 20h, quase 4 horas antes do embarque pois era Final da Libertadores no Pacaembu (com vitória do Santos sobre o Peñarol) e véspera de feriado na cidade que conquista recordes de 180 e muitos Km de congestionamento. E por mais incrível que isso possa parecer, demoramos menos de 1 hora para chegar em Guarulhos.
Check in feito era hora de fuçar no Free Shop, tinhamos quase 1 h, dava tempo de se perder lá, faltando 15 minutos sentamos em frente ao portão 2, o indicado em nossa passagem, bastante gente sentada, mas não reconheci ninguém da fila, não havia um mullet se quer! "gente, cadê as pessoas da fila?" comecei a ficar desesperada, faltava pouco tempo, era impossível que todos estivessem comprando ainda.
Olhei na televisão e tinham mudado o portão, agora era o 14, do outro lado! Corremos desesperadas, a aeromoça, argentina então vocês já podem imaginar a cara "bonita" que ela nos fez, gritava nossos nomes. Continuamos correndo até o avião e o comissário resmungou
"estaban no fri tshop!"
Disfarçamos e sentamos para um voo super turbulento, liguei a minha playtist Hard e curti a possibilidade - remota - de me sentir como no Lost.
Chegamos as 3h da manhã no aeroporto de
Ezeiza, cidade à 40km de Buenos Aires, quase tudo está aberto, enquanto fuçávamos o Free shop (de novo) os
educados atendentes desligaram as luzes da loja, para fechá-la! Era mais fácil avisar pelo microfone!
Fomos trocar dinheiro no Banco de La Nácion, a cotação estava 1 REAL = 2,42 pesos (escrevi Real em maiúscula pois me senti RYCAH lá!). Não trocamos muito, pois o táxi e o Hostel aceitam nosso lindo dinheirinho.
Contratamos um táxi de guichê, pois é mais seguro que pegar na rua e dividimos com mais um menino, eram duas paradas, por isso 180 Pesos, quando compramos o voo era para descer em Aeropark, que dava no máximo 40 pesos, 10 para cada, mas fazer o quê né?
Fomos para o
Hostel Milhouse Avenue, fica na Av. de Mayo (que eles falam "masho" descobrimos depois), perto da 9 de Julio (que eles fala "chulio"), á esquerda o
Obelisco e à direita a Casa Rosada, ou algo assim, sou péssima de localização, não sei como não me perdi!
Ficar no
centro tem as suas vantagens, pegamos pouco táxi, ônibus só para La Boca e os parques de Palermo, mas outros pontos turísticos fizemos a pé, o camiñando...rs
Mas também tem desvantagens como: um café meia boca = 19 pesos, roupas caras (a Florida é bem carinha, meio que me decepcionei), mendigos e trombadinhas (pensou que isso era um diferencial brasileiro?), trânsito caótico, vimos acidente e quase fomos atropeladas, e poluição, gente não existe fiscalização de carro lá?
Nossos amigos americanos, que estavam há um mês em Santiago, disseram que o ar lá é ainda mais poluído, e a gente reclamando de São Paulo!
O voo da volta foi tranquilo e rápido, eu acho...Porque eu desmaiei de cansaço!
Fotinho de um prédio da cidade, simpático demais e olha a bandeira! Bem que no Brasil poderíamos usar mais nossos símbolos e nos orgulhar de nosso país, ele é ruim má tá bão viu!