Mostrando postagens com marcador historia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador historia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de março de 2012

Leitura obrigatória

Mês levei uns gringos ao museu do Ipiranga, aqui em São Paulo e fomos até onde está o corpo de D. Leopoldina e D. Pedro, comentei em um post até, e essa visita me deixou curiosa para saber um pouco mais sobre esta parte da história do Brasil.
O que e como aconteceu explica muito o porquê somos assim. Foi quando um site de compras me mandou a promoção, 1808 e 1822 por cinquenta reais e sem frete. Assim descobri estes livros incríveis!
Como o autor diz, o livro 1808 é resultado de uma investigação jornalística, por isso tem muitos dados, muitos números e nomes que acabamos por pular ao ler, mas tem também uma certa análise sociológica dos fatos, o que me prendeu na leitura.

Eu li no ônibus exclamando algumas partes - sim falando sozinha mesmo- pois são absurdos que a gente vê até hoje. Como:
Quando a corte real mudou para o Rio de Janeiro, criaram a ucharia real, que fazia as compras para a corte, como eram muitas pessoas a serem alimentadas (chupins desde aquela época), todas as galinhas produzidas na região deveriam ser vendidas para a ucharia. Pois não é que desviavam parte desses suprimentos e vendiam para a população por preço maior? Serviam como intermediários praticando o preço que quisessem! Malditos!
E a questão racial absurda que vivemos até hoje, 120 anos depois da abolição, tem suas origens naquela época, o escravo, mesmo depois de livre, não tinha direito à nada, sem sustento recorria à marginalidade. É o que dizem, dê um trabalho digno ao homem e os problemas, se não acabam, diminuem.
Fala sobre censura no Brasil, que o nosso povo era porco, mal vestido - para os padrões europeus, claro- e que como sempre foi uma colônia extrativista, quem vinha para cá, queria apenas explorar e não cuidar, talvez isso explique o fato do povo não respeitar a natureza, desperdiçar fontes naturais e poluir. O brasileiro se sente como de passagem, não se sente o dono da terra, porque quem é dono, cuida!

Eu passei a ver meu país um pouco diferente, esse livro me deu vontade de estudar mais sobre isso, seria um bom material de estudo nas escolas. Faltam ainda algumas páginas para eu terminar, então pode ser que eu fale mais sobre ele!


(ah, eu terminei A Sombra do Vento também, amei, vontade de conhecer Barcelona, mas o problema com os espanhois me dá preguiça.)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Última Princesa - de Fábio Yabu

Yabu, pioneiro da internet, é escritor, ilustrador e roteirista, autor de trabalhos que você deve conhecer, mas nem imagina que são brasileiros!
Exemplo Combo Ranger, série de quadrinhos para internet que ele começou em 1998!!! Por isso o chamei de pioneiro, quando as pessoas ainda não sabiam do poder da rede, ele já tava lá!
Ai vem as Princesas do Mar! Fofas, lindas e transmitidas à mais de 50 países!

Para 2012 ele promete um resgate! Sim, ele vem trazer de volta para os brasileiros a sua última princesa, a princesa Isabel, sabe aquela que assinou a Lei Áurea? Sei que quem lê aqui lembra como essa lei é importante e como essa princesa lutou pela igualdade, mas não reconhecemos isso e também não sabemos o quanto ela foi fantástica!

Ilustração: Mathiole


A sinopse, para dar água na boca, é assim:


Num idílico reino distante, vive uma Princesa que, apesar de todo o luxo e riqueza, é muito infeliz. Ela fora banida de seu próprio reino, e aprisionada ali por um mago poderoso.

Sua vida muda quando ela conhece Alberto, um excêntrico inventor, que diz ter inventado uma máquina voadora capaz de levá-la de volta ao seu reino. Mas antes ela terá que confrontar seu passado, e vencer a maldição que fez com que ela fosse esquecida pelo seu próprio povo.

A história baseia-se nos últimos anos de vida da Princesa Isabel, já exilada na França. Inspira-se em sua amizade real com Santos Dumont, e numa mistura de fantasia e realidade, mostra os últimos anos da monarquia no Brasil, a abolição da escravatura e a invenção do avião.


No blog dele tem mais informações, não deixe de ler, valorizar a literatura e história nacional!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Polainas, o retrô que nunca foi

Vários blogs e revistas anunciam: as polainas voltaram!
Voltaram de onde?
Nos anos 80 elas alcançaram o seu auge, mas ficaram ligadas à academias e bailarinas, eram bem coloridas, como mandava a moda da época, quem não lembra do filme Flashdance? Ou do Clipe Fisical da Olivia Newton-john?
Lembra um pouco a xuxa

 Mas, qual é a sua origem?
Seu registro mais antigo é do século XVIII e designa uma peça do vestuário também conhecida como “Perneira”, seu uso principal era aquecer as partes inferiores das pernas e tornozelos, por isso eram feitas de lã.
Na sua versão em couro, usada por cavaleiros e esportistas tem a função de proteção durante as atividades.
perneiras presas nas alpercatas, foto de 1936*

E não pense que só a gente do século XX que a usou como acessório de moda, já no século XVIII era usada desta maneira, principalmente entre pessoas da classe nobre.
Quem mais usa?
Tio Patinhas da Disney:

Michael Jackson em Smooth Criminal:

Em 2006 fizemos para a Marimoon Store algumas polainas em moletom que amarravam abaixo do joelho com elásticos coloridos e peças de acrílico na ponta, foi um sucesso! Tem uma foto minha no Anime Friends, usando-as combinando com saia e blusão de Poring, hiper nerd!

Ontem eu trabalhei de Melissa Ultragirl Branca de neve, polainas cinza e legging preta!

Na net você encontra milhares de dicas de como usar, mas quer saber? Coloque a criatividade para funcionar! Cuidado só com as cores, é uma releitura dos anos 80, mas sem ser brega!



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...