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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Livro: Into the Wild

Assisti a esse filme três anos atrás com o meu namoradinho sargitariano, como é característico a esse signo, ele adorava a película em questão, pelo simples fato de que ele também era doido para pegar a mochila e sair pelo mundo - característica recorrente aos meus namorados, mas fica para um próximo post - eu confesso que gostei de quase todo o filme, mas não sei se foi o ator, a presença da menina do Crepúsculo, ou se foi o fato de que viver sozinho era sonho da minha paixonite, só que não gostei de como ele via as relações humanas.
E achei que era o filme dirigido pelo Sean Pean que não era tão legal.
E os anos passaram, esqueci do Chris McCandless e do namoradinho, que decidiu voltar para a cidade dos pais, segui a vida.
Até que, de presente de aniversário, ganhei um livro em inglês contando a história do aventureiro pela pessoa mais obcecada que poderíamos conhecer, o jornalista Jon Krakauer, que também foi um aventureiro em sua juventude e pode explicar com diversas opções o que aconteceu com o Alexander Supertramp ( seu apelido/alterego) - engraçado, os dois nomes usados por ele são fortes candidatos a virarem nome do meu filho - e ele faz o trabalho tão bem que eu passei a compreender Chris, não sei se chego a admirar, mas o seu fim idiota não me soa mais tão idiota.


O que percebi dele: um jovem muito inteligente, altruísta, consciente dos problemas sociais, mas sem saber por onde começar ajudando, no livro dá para entender porque ele tinha raiva do pai e porque não queria se relacionar com as pessoas. O autor até discute a possibilidade de ele ser gay, mas nega mostrando exemplos de ídolos dele que pregavam o celibato.
Ele foi um "eremita" no século e lugar errado. A maior frustração de espíritos aventureiros e solitários é não existir mais lugares inexplorados, por mais que se metam no meio do Alaska, no cafundó da Floresta Amazônica, alguém já fez isso, deve ser bem frustrante ter um sonho desses, eu acho.
Aparentemente a última frase que ele escreveu em um dos livros que levou para a trilha no Alaska:
"Happiness, only real when shared"

Virou mantra de muitas pessoas e talvez mostre que ele estava pronto para voltar a viver em sociedade. Eu fiquei meio chateada que ele não "voltou para contar", mas sabe, às vezes o mito tem mais força se ele não está aqui para se mostrar com suas falhas, o exemplo dele é mais forte, pois passa das pessoas que o conheceram e de suas anotações.



Como é fácil ficar um pouco obsessivo pela história dele, a internet tem sites com relatos da família, fotos e fatos para alimentar um pouco mais essa vontade.
http://www.christophermccandless.info/
Nesse site os espíritos aventureiros podem mandar suas histórias para serem publicadas, tenho medo de olhar e encontrar alguém conhecido.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Avião com ou sem emoção?

Aqui começa a minha saga para visitar a capital do país do Tango, prepare-se para uma descrição bem humorada, politicamente neutra e com foco em outros detalhes. A aventura já começa com um sentimento no mínimo ruim, O Quase, porque nós quase perdemos o voo saindo de São Paulo. Na hora o desespero, atravessamos os corredores parecendo três loucas, depois da descarga de adrenalina uma sensação de "sofoda".
Saímos da Paulista às 20h, quase 4 horas antes do embarque pois era Final da Libertadores no Pacaembu (com vitória do Santos sobre o Peñarol) e véspera de feriado na cidade que conquista recordes de 180 e muitos Km de congestionamento. E por mais incrível que isso possa parecer, demoramos menos de 1 hora para chegar em Guarulhos.
Check in feito era hora de fuçar no Free Shop, tinhamos quase 1 h, dava tempo de se perder lá, faltando 15 minutos sentamos em frente ao portão 2, o indicado em nossa passagem, bastante gente sentada, mas não reconheci ninguém da fila, não havia um mullet se quer! "gente, cadê as pessoas da fila?" comecei a ficar desesperada, faltava pouco tempo, era impossível que todos estivessem comprando ainda.
Olhei na televisão e tinham mudado o portão, agora era o 14, do outro lado! Corremos desesperadas, a aeromoça, argentina então vocês já podem imaginar a cara "bonita" que ela nos fez, gritava nossos nomes. Continuamos correndo até o avião e o comissário resmungou "estaban no fri tshop!"
Disfarçamos e sentamos para um voo super turbulento, liguei a minha playtist Hard e curti a possibilidade - remota - de me sentir como no Lost.
Chegamos as 3h da manhã no aeroporto de Ezeiza, cidade à 40km de Buenos Aires, quase tudo está aberto, enquanto fuçávamos o Free shop (de novo) os educados atendentes desligaram as luzes da loja, para fechá-la! Era mais fácil avisar pelo microfone!
Fomos trocar dinheiro no Banco de La Nácion, a cotação estava 1 REAL = 2,42 pesos (escrevi Real em maiúscula pois me senti RYCAH lá!). Não trocamos muito, pois o táxi e o Hostel aceitam nosso lindo dinheirinho.
Contratamos um táxi de guichê, pois é mais seguro que pegar na rua e dividimos com mais um menino, eram duas paradas, por isso 180 Pesos, quando compramos o voo era para descer em Aeropark, que dava no máximo 40 pesos, 10 para cada, mas fazer o quê né?
Fomos para o Hostel Milhouse Avenue, fica na Av. de Mayo (que eles falam "masho" descobrimos depois), perto da 9 de Julio (que eles fala "chulio"), á esquerda o Obelisco e à direita a Casa Rosada, ou algo assim, sou péssima de localização, não sei como não me perdi!
Ficar no centro tem as suas vantagens, pegamos pouco táxi, ônibus só para La Boca e os parques de Palermo, mas outros pontos turísticos fizemos a pé, o camiñando...rs
Mas também tem desvantagens como: um café meia boca = 19 pesos, roupas caras (a Florida é bem carinha, meio que me decepcionei), mendigos e trombadinhas (pensou que isso era um diferencial brasileiro?), trânsito caótico, vimos acidente e quase fomos atropeladas, e poluição, gente não existe fiscalização de carro lá?
Nossos amigos americanos, que estavam há um mês em Santiago, disseram que o ar lá é ainda mais poluído, e a gente reclamando de São Paulo!

O voo da volta foi tranquilo e rápido, eu acho...Porque eu desmaiei de cansaço!

Fotinho de um prédio da cidade, simpático demais e olha a bandeira! Bem que no Brasil poderíamos usar mais nossos símbolos e nos orgulhar de nosso país, ele é ruim má tá bão viu!
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