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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O dia em que roubaram meus Timberlands na Alemanha

Título alternativo: The-day-I-had-my-fucking-100-euro-hiking-shoes-stolen


Nao sou o primeiro e nem serei o último brasileiro bobao que confia demais e esquece que existem ladroezinhos em qualquer lugar, mesmo no centro esportivo da faculdade, onde apenas é possível entrar mostrando a carteirinha e tênis limpos.


Pois é, aconteceu, e hoje eu fiquei bem puta-da-vida chateada pois fiz a minha primeira trilha com os amigos da faculdade, tive que usar um tênis idiota de 12 euros que comprei para poder entrar no bendito centro esportivo. O bom é que até os sapatos tosquinhos tem solado antiderrapante, Sem maiores problemas para andar pelo barro.


Uma vez por semana temos essa aula de ginástica chamada Bauch, Beine & Po, nosso querido GAP do Brasil, e para nao fazer feio eu a frequentava só para fortalecer o esteriótipo (brasileiras só malham glúteos). A sala é super lotada, por isso é normal deixarmos nossos pertences no vestiário, eu só levo comigo coisas que nao podem ser roubadas mesmo, como carteira, celular, nesse dia coloquei minhas botas dentro de uma sacola plástica, amarrei e coloquei dentro de uma outra bolsa com uma frigideira que ganhei da minha amiga. Quando voltamos ao final da aula, a frigideira estava longe, e as botas na mochila de alguém.


Fiquei com raiva, mas decidi para a minha vida que vai ser difícil alguma coisa realmente me chatear, ainda mais coisas materiais, isso passa, e eu sabia que elas seriam aposentadas aqui na Alemanha, além de estar com elas no pé o tempo todo, elas tinham dois anos de uso comigo, e mais alguns meses com o antigo dono.


Eu conto para meus colegas e ninguém acredita, por que alguém faria isso? Porque independente do lugar, pessoas sao pessoas,pode ser no primeiro mundo, na faculdade, no trabalho (como ouvi de uma amiga que pegaram o celular no banheiro e nao devolveram), o ser humano é um bicho fodido, acumula coisas ruins por motivos fúteis.


Mas eu acredito em abrir espaco para o novo, que venham as novas botas!



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Neuschwanstein Castle

Neuschwanstein is the symbol of German Idealism, according to the brochure I got at the Castle, maybe it means that the castle in it´s crazy mixture, it´s a thing apart from anything else, walking through the halls is letting yourself be surprised by details that we would never expect to see together, but that within this context, a castle that went out from a fairy tale, makes sense and causes comotion. Each room has one or more stories on its walls, some, and romanticism. It also represents the psiqué of its owner, a romantic dreamer, as some people say, Ludwig II.
I was interested about going there because my former boss, Walt Disney, was inspired by this particular castle to build Cinderella´s at Walt Disney World.

A picture of the König Ludwig II of Bavaria


Bottom: Hohenschwangau Castle

Ludwig only stayed there less than 140 days, because in 1886 he was found dead with his psychiatrist, funny fact, after only six weeks of his death, the castle was open to visitors, a solution to pay the loans he owned.
Things I enjoyed: the castle has running water, a cave (that really reminds me of Disney) next to his bedroom, a telephone (! I wonder if he made the first long distance call ), floors that were never finished, a room for ophera and the Throne Room, my favourite. We can´t take pictures inside the castle, what is a shame, but at least you can find some pictures online. Like this one, a painting of St George ( I couldn´t help thinking about my family and Corinthians!!!!):

St George killing the dragon. Mural in
the Throne Hall, W. Kolmsberger, 1884

I liked the tour, but it is a bit short, you don´t have time to look at all the paintings. Another group is right behind you, Neuschwanstein has a lot of visitors everyday and it only closes for a few times per year.
Worth it.

I was sure I would find somebody from Brazil =)

A model of the castle



Outside the castle with the damn fog

The nature around 






segunda-feira, 15 de abril de 2013

Livro: Into the Wild

Assisti a esse filme três anos atrás com o meu namoradinho sargitariano, como é característico a esse signo, ele adorava a película em questão, pelo simples fato de que ele também era doido para pegar a mochila e sair pelo mundo - característica recorrente aos meus namorados, mas fica para um próximo post - eu confesso que gostei de quase todo o filme, mas não sei se foi o ator, a presença da menina do Crepúsculo, ou se foi o fato de que viver sozinho era sonho da minha paixonite, só que não gostei de como ele via as relações humanas.
E achei que era o filme dirigido pelo Sean Pean que não era tão legal.
E os anos passaram, esqueci do Chris McCandless e do namoradinho, que decidiu voltar para a cidade dos pais, segui a vida.
Até que, de presente de aniversário, ganhei um livro em inglês contando a história do aventureiro pela pessoa mais obcecada que poderíamos conhecer, o jornalista Jon Krakauer, que também foi um aventureiro em sua juventude e pode explicar com diversas opções o que aconteceu com o Alexander Supertramp ( seu apelido/alterego) - engraçado, os dois nomes usados por ele são fortes candidatos a virarem nome do meu filho - e ele faz o trabalho tão bem que eu passei a compreender Chris, não sei se chego a admirar, mas o seu fim idiota não me soa mais tão idiota.


O que percebi dele: um jovem muito inteligente, altruísta, consciente dos problemas sociais, mas sem saber por onde começar ajudando, no livro dá para entender porque ele tinha raiva do pai e porque não queria se relacionar com as pessoas. O autor até discute a possibilidade de ele ser gay, mas nega mostrando exemplos de ídolos dele que pregavam o celibato.
Ele foi um "eremita" no século e lugar errado. A maior frustração de espíritos aventureiros e solitários é não existir mais lugares inexplorados, por mais que se metam no meio do Alaska, no cafundó da Floresta Amazônica, alguém já fez isso, deve ser bem frustrante ter um sonho desses, eu acho.
Aparentemente a última frase que ele escreveu em um dos livros que levou para a trilha no Alaska:
"Happiness, only real when shared"

Virou mantra de muitas pessoas e talvez mostre que ele estava pronto para voltar a viver em sociedade. Eu fiquei meio chateada que ele não "voltou para contar", mas sabe, às vezes o mito tem mais força se ele não está aqui para se mostrar com suas falhas, o exemplo dele é mais forte, pois passa das pessoas que o conheceram e de suas anotações.



Como é fácil ficar um pouco obsessivo pela história dele, a internet tem sites com relatos da família, fotos e fatos para alimentar um pouco mais essa vontade.
http://www.christophermccandless.info/
Nesse site os espíritos aventureiros podem mandar suas histórias para serem publicadas, tenho medo de olhar e encontrar alguém conhecido.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dungeness e a trilha de 5 milhas


Essa é a foto perfeita para ilustrar o post, porque minhas duas noites em Dungeness, Washington, não tiveram nada a ver com a realidade. No primeiro fim de semana de agosto, fui acampar com alguns membros do Couchsurfing na área de recreação do Wildlife Refuge. Não sabia o que esperar, nunca havia acampado na vida, curto natureza, mas as minhas experiências se resumem à trilhas em Monte Verde e Campos do Jordão, ou fugir de vacas em Mococa (MG), melhor que nada, mas ainda assim, fujo às expectativas dos gringos, que pensam que no Brasil todo mundo vive no mato.

Chegamos sexta-feira à noite, após travessia de balsa de Seattle, o portão do camping já está fechado, pois tem um toque de recolher às 22 horas, pensamos em descer do carro e pular a cerca, juro que esta ideia foi de um americano, e não do jeitinho brasileiro aqui, então o ranger (guarda-florestal) aparece, muito irritado, dizendo que chegamos depois do horário e que o pessoal do couch é muito bagunceiro e que, além disso, este era um camping onde àlcool não era tolerado - todos escondem suas garrafas sob os sleeping bags- só que não contavam com a brasileira, heis que o jeitinho aparece, explico que a balsa que nos atrasou, fato confirmado por mais dois carros que chegaram com a gente, que iríamos nos comportar e que eu tinha vindo de muito longe para conhecer a reserva. Liberados, mas sob aviso, tínhamos que andar na linha.

Dá para ver até o Spit, caminho de areia que leva ao farol
Eu não tinha equipamentos, estava de Vans e com uma jaquetinha, quem diria que após 45 graus na Flórida e quase 40 em Nova York eu passaria tanto frio na outra costa, e consegui que uma Cser* querida me emprestasse o sleeping bag, montamos nossa barraca no número 42, com um casal muito legal do estado de Washington, eles me apresentaram o Smorsh, uma guloseima super gorda para campings, é composto por marshmallow derretido, um pedaço de chocolate ao leite e duas bolachas de mel para fechar este sanduiche dos deuses! Depois de comer batatas com tempero indiano, que um representante do país preparou, beber vinho e conversar muito com essas pessoas viajantes e viajadas, fui tentar dormir, estava muito frio.

Acordamos e depois de comer oatmeal como café da manhã, fomos conferir a vista, eu não acreditei onde havia dormido na noite anterior, pertinho de um despenhadeiro! Com a neblina da manhã é um lindo visual.


Com mais dois amigos decidimos fazer a trilha do banco de areia de Dungeness, a mais longa do mundo, com 5 milhas, com a recompensa de chegarmos à um lindo farol e uma vista linda no caminho, logo me assustaram, 5 milhas dá pouco mais de 8 km, em cada direção, isso daria 16 km andando em areia fofa, com sol e vento, mas não nego desafios e poderíamos parar se eu me sentisse cansada.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Central park e as cores do outono

Eu falei, metade do meu coracao ficou em NYC, olha que lindas estas árvores?
Momento apaixonada.
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