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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coisa de turista, Buenos Aires

A capital Argentina é um lugar ótimo para diversos tipos de turista, o cultural, o baladeiro, o gastronômico, o politizado, etc.Eu faço a linha cultural, amo museus, igrejas, arquitetura, história, então neste ponto fui muito feliz.
Exemplos de Stencil politizado e papéis no ponto de ônibus

Ah, claro, como toda mulher adoro xeretar as vitrines e ver o que vai pegar aqui (ano passado foram os headbands de courinho, lembram?).
E as lojas que mais bombavam eram estilo Accessorize, com lindos lenços (todas as cores, tamanhos, materiais e preços imagináveis- levei 2), luvinhas ( a minha é um sucesso, dedinhos de fora que cobrem), protetor de orelhas e muita bijous legais!
Lá na Rua Florida, quem vai a B.A. é obrigado a passar, entramos na Falabella! Uma incrível loja de departamentos que é dividida por unidade feminina, masculina e casa, esta é a frente da feminina, além de perdermos algumas horas olhando as roupas, assistimos à alguns trechos do River caindo no domingo. (tem televisões na vitrine)
Ela está chegandoooooo
  Mais da vitrine:
cintura marcada com cinto que lembra Obi em couro

El Caminito no bairro de La Boca:


Toca Juminako e Marilía após uma manhã bem de turista (feirinha de San Telmo com direito à Choripán), pegar um coletivo para conhecer La Boca, queríamos pegar ônibus para apreciar o caminho e economizar o taxi, último dia, sabe como é! Entrando lá, SÓ ACEITAVA MOEDAS, e eu tinha apenas 20 centavos, o preço era 1,20, a sorte é que a Má tinha uns trocados e conseguimos pagar! Na volta, para não correr apuros, compramos o bilhete no terminal do ônibus!
Então fica a dica, guarde moedinhas para o transporte público!
Rachel, Tracy e Marilia, as gringas provando o delicioso Choripán


O lugar é lindo! Amei as cores, as pessoas e os artistas de Tango. Vale parar o café Havanna e tomar um capuccino!

Puerto Madero, era bem próximo ao hostel, coisa de no máximo 2 km (talvez mais, como andamos nos 4 dias!!) por isso fomos 3 vezes!
Tomamos o famoso sorvete do Freddo, minhas amigas o de doce de leite, eu o de mousse de maracujá (ok, podem me julgar, eu fui para a Argentina e não tomei o sorvete da especialidade deles, mas explico, eu não aguentava mais doce de leite, comemos todos os dias, e eu curto bem mais sorvetes azedinhos). Estava maravilhoso, recomendo!!rs
Também jantamos no Rodízio, 200 pesos e um lixo, é chique, bonito, mas só a mesa de queijos valeu a pena e as empanadas, a carne em si estava dura e com um gosto estranho.
Fotinho turista:
Puerto Madero ao pôr-do-sol

Foto de protesto, todos os dias teve um, menos no domingo, que foi dia de quebra-quebra, o River Plate caiu!!

Tem muita coisa para fazer, a dica principal é: use uma bota quentinha e confortável!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Hostel Milhouse Avenue

A escolha do lugar para ficar é muito importante, não adianta ser barato e você precisar pegar táxi para ir à todos os lugares! Vai acabar saindo mais caro além de perder tempo (eu odeio usar transporte, por mim faria tudo a pé, economizo, me exercito e não poluo). Também não pode ser no meio da crackolândia e seus genéricos. 
Por isso tivemos muita presença de espírito (e sorte) e ficamos no Milhouse Avenue, ele é maior e mais novo que o da Hipólito Yrigoyen, ele fica mais perto da Florida, mas numa rua não tão legal.
onde tudo acontece



Eu estava esperando um esquema pousada em Ferrugem com lençol sujinho, camareira só no primeiro dia, dorguinhas e etc, ainda mais depois de ter lido algumas pessoas reclamando que o lugar tinha cama ruim e muita putaria, mas ai sim fomos surpreendidos novamente ,  nada a ver! A cama é uma delicia, o chuveiro maravilhoso, lá encontrei o ÚNICO banheiro limpo de toda Buenos Aires (o do aeropark até que não estava tão ruim, mas o resto... NOJO), o café da manhã honesto, com sucrilhos, pães e doce de leite, não vi tanta putaria e pelo menos a galera que fiz amizade não era das dorgas. Outro fato importante era a atenção que os funcionários tinham com a gente, explicavam tudinho, entendiam o nosso portunhol com inglês e tornaram a viagem ainda melhor!

O Milhouse tem atividades para todos os gostos, passeios turísticos de bike, que eu não fiz porque estava congelando, à pé, fomos passear no parque de Palermo e ver as flores! Para os fãs de futebol, curiosamente todos os meninos do Hostel amavam futebol e foram ao estádio ver o River cair, e festas até as duas da manhã seguida de baladas insanas, a galera que foi ao 69 assustou com a performance de sexo explicito no palco ( e depois falam que os brasileiros que são danados).
Party people



Ficamos as 3 primeiras noite em um quarto privativo, o valor em reais não passou de 160,00, na última, como a Nathy já havia ido embora e como queríamos provar esta experiência, pegamos um quarto misto, tinhamos duas opções: um quarto com 3 meninos ou um quarto com 6 meninos. Melhor o com menos meninos, o banheiro não ficaria tão caído e o lugar tão fedido....rss
Subimos de elevador com eles e logo puxei conversa, eram de Israel, tinham acabado de sair do exército, lá eles são obrigados a servir, e curtiam as férias pela américa do sul antes de entrar na faculdade (com 23 anos, época que normalmente estamos saindo), perguntei se eles praticavam Krav Magá e eles ficaram espantados por eu conhecer esta luta, em troca contaram que a Xuxa (sim a ex rainha dos baixinhos) era famosa lá e que anos atrás, quando ela ficou caidassa por aqui, surgiram boatos que ela havia morrido.
Acho que este foi um dos pontos altos da viagem, quer dizer, você conhece facilmente gente das américas, ingleses estão sempre por aqui, japoneses, chineses, alemães e holandeses sempre passam por estas bandas, mas conhecer alguém de Israel e saber que eles são educados, que curtem futebol e são super inteligentes é incrível!
Shampoo 2 em 1, isso é internacional!rss



Então vantagens de ficar no Hostel:

  • O Preço, bem mais em conta que hotel
  • Facilidade para fazer amigos, as festas, o ambiente facilitam conversar com as pessoas
  • Aventureiros e pessoas diferente, quem vai para hostel quer conhecer o local e também as pessoas, é uma troca cultural bem rica

Desvantagens: 
  • Falta de privacidade, mesmo que você não divida o quarto, o ambiente esta sempre cheio de gente
  • barulho, as festas acabava as 2h, mas as pessoas continuam a conversar a noite inteira, o bom é que não tocam mais músicas
  • cuidado com itens pessoais, em quarto coletivo é bom deixar sempre no locker, mas mesmo no que não divide deve-se passar cadeado
É bem para party people, então se você quer algo mais tranquilo, vá para um hotel.Olha a quantidade de pessoas que fiz amizade:

Avião com ou sem emoção?

Aqui começa a minha saga para visitar a capital do país do Tango, prepare-se para uma descrição bem humorada, politicamente neutra e com foco em outros detalhes. A aventura já começa com um sentimento no mínimo ruim, O Quase, porque nós quase perdemos o voo saindo de São Paulo. Na hora o desespero, atravessamos os corredores parecendo três loucas, depois da descarga de adrenalina uma sensação de "sofoda".
Saímos da Paulista às 20h, quase 4 horas antes do embarque pois era Final da Libertadores no Pacaembu (com vitória do Santos sobre o Peñarol) e véspera de feriado na cidade que conquista recordes de 180 e muitos Km de congestionamento. E por mais incrível que isso possa parecer, demoramos menos de 1 hora para chegar em Guarulhos.
Check in feito era hora de fuçar no Free Shop, tinhamos quase 1 h, dava tempo de se perder lá, faltando 15 minutos sentamos em frente ao portão 2, o indicado em nossa passagem, bastante gente sentada, mas não reconheci ninguém da fila, não havia um mullet se quer! "gente, cadê as pessoas da fila?" comecei a ficar desesperada, faltava pouco tempo, era impossível que todos estivessem comprando ainda.
Olhei na televisão e tinham mudado o portão, agora era o 14, do outro lado! Corremos desesperadas, a aeromoça, argentina então vocês já podem imaginar a cara "bonita" que ela nos fez, gritava nossos nomes. Continuamos correndo até o avião e o comissário resmungou "estaban no fri tshop!"
Disfarçamos e sentamos para um voo super turbulento, liguei a minha playtist Hard e curti a possibilidade - remota - de me sentir como no Lost.
Chegamos as 3h da manhã no aeroporto de Ezeiza, cidade à 40km de Buenos Aires, quase tudo está aberto, enquanto fuçávamos o Free shop (de novo) os educados atendentes desligaram as luzes da loja, para fechá-la! Era mais fácil avisar pelo microfone!
Fomos trocar dinheiro no Banco de La Nácion, a cotação estava 1 REAL = 2,42 pesos (escrevi Real em maiúscula pois me senti RYCAH lá!). Não trocamos muito, pois o táxi e o Hostel aceitam nosso lindo dinheirinho.
Contratamos um táxi de guichê, pois é mais seguro que pegar na rua e dividimos com mais um menino, eram duas paradas, por isso 180 Pesos, quando compramos o voo era para descer em Aeropark, que dava no máximo 40 pesos, 10 para cada, mas fazer o quê né?
Fomos para o Hostel Milhouse Avenue, fica na Av. de Mayo (que eles falam "masho" descobrimos depois), perto da 9 de Julio (que eles fala "chulio"), á esquerda o Obelisco e à direita a Casa Rosada, ou algo assim, sou péssima de localização, não sei como não me perdi!
Ficar no centro tem as suas vantagens, pegamos pouco táxi, ônibus só para La Boca e os parques de Palermo, mas outros pontos turísticos fizemos a pé, o camiñando...rs
Mas também tem desvantagens como: um café meia boca = 19 pesos, roupas caras (a Florida é bem carinha, meio que me decepcionei), mendigos e trombadinhas (pensou que isso era um diferencial brasileiro?), trânsito caótico, vimos acidente e quase fomos atropeladas, e poluição, gente não existe fiscalização de carro lá?
Nossos amigos americanos, que estavam há um mês em Santiago, disseram que o ar lá é ainda mais poluído, e a gente reclamando de São Paulo!

O voo da volta foi tranquilo e rápido, eu acho...Porque eu desmaiei de cansaço!

Fotinho de um prédio da cidade, simpático demais e olha a bandeira! Bem que no Brasil poderíamos usar mais nossos símbolos e nos orgulhar de nosso país, ele é ruim má tá bão viu!
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