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terça-feira, 5 de setembro de 2017

I guess we are not kids anymore

With life expectancy reaching 100 years old we are taking longer to become adults. The thirties are the new twenties and we try, hopelessly, to hold on to our last moments as "teens." I am totally gilt of doing that.

The "oh-my-God-I-am-old" moment came with my 30th birthday, not only because this number is emblematic for women, but also because from this moment on you are obligated to contribute as a "grown-up." I was in the middle of my masters degree in Germany, looking for an internship, and one of the perks of being a student was the cheaper insurance and the free-of-charge bank account. But that was only until the twenties were over, after that my insurance doubled and my bank was not so nice anymore.


"oh that's cool, now you should start acting like an adult, even if you cannot find a job, you have to pay the grown-up's fee."


Probably I will have to work until 95 before I can retire, being optimistic, but still it is expected that I enter the adults life, suddenly, with terrible welcome presents.

And don't let me even start to narrate other people's opinion about my biological clock.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Relembrando: O que você mais gosta no seu corpo?

Postado originalmente em 05/07/2011 no meu antigo blog. Relembrando porque apesar de já terem passado dois anos, as questões ainda são as mesmas:

Pergunta lançada pela marca Dove como parte da Campanha pela Real Beleza, para ela, as mulheres não sabem o que dizer, ficam receosas, mas quando a questão muda e elas tem que dizer o que mais gostam no corpo das amigas, elas respondem no ato: "lábios, cabelos, tudo..."
Ai a propaganda nos questiona por que não conseguimos enxergar beleza em nós mesmas?
Conversando aqui em casa, chegamos a conclusão que é mais fácil ver o que é belo nos outros, porque a gente cobra demais de nós mesmas. Junto a propaganda eu respondi o que acho bonito em mim:
Costas, olhos, nariz e mãos. Tudo isso?
Isso soa meio convencida, né? Acho que é ai que mora a questão. Estamos condicionados a não reconhecer as nossas qualidades, porque isso é errado, mas não é errado uma pessoa reconhecer no que é boa e quais são seus pontos fortes.
Posso não ter 1m75, ser magra, modelo, mas olha, grande parte da população mundial não o é, e só por isso vou me sentir mal e deixar de me amar?
O que você mais gosta em você? Se demorar para responder, pense um pouco nisso.

 
Autoestima e ginástica são fundamentais

Escolhi este texto porque agora frequento um grupo no facebook com pessoas que querem conquistar os corpos desejados, passamos da fase "anorexia" para a fase Sarah Backman,  e vejo alguns comentários, aliás eu mesma posto, dizendo "me ajudem a não jacar" ou "como não cair de boca naquele doce de festa junina?", e me lembro de um livro que estou lendo (posto resenha em breve) que manda a pergunta "e ai? Chegando lá o que você vai fazer?" A questão é, não adianta parar a compulsão por comida, ou evitar festas para não cair na tentação, mas sim o contrário, descobrir porque você reage assim, mudar o comportamento para ai sim emagrecer, não é decidir o que fazer "quando chegar lá", mas mudar aqui para ai conseguir o que quer. Sem jacar, sem sofrer e curtir o resultado para sempre.

Muitas vezes os "quilinhos a mais" nem existem, são fruto da nossa autoimagem distorcida, o que vemos nem sempre corresponde a realidade, é ai que tem que ver onde está o problema, se não o efeito sanfona será inevitável. E sabe, se aceitar como é, já é um grande passo para ser feliz.

 

A nossa forma física depende da moda e não da nossa genética, tem algo errado ai

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Desafio Pessoal e Madame Bovary

Terminei a faculdade e emburreci. Exatamente, vinha de uma rotina maluca de textos em inglês, três a quatro romances por semestre ( em cada matéria de literatura), monografias, análises, japonês... Eu me formei e desisti dessa vida, fui fazer curso de desenho de moda, li sobre marketing digital e passei alguns meses após a formatura redigindo email marketing e escrevendo conteúdo para blogs comerciais.
Parecia tudo muito interessante e importante, mas como tudo que repetimos na vida, ficou chato e maçante, eu passei a odiar a internet. Na verdade foi amor e ódio. Para as coisas pessoais ainda gostava, o chat do Facebook servia para conversar com os amigos, twitter ver links das revistas e pessoas que gosto, os blogs para me inspirar, mas tudo começou a me irritar novamente.
Eu tinha ficado três meses sem celular, entrando rapidamente na net e aproveitando tudo que uma vida outdoor pode oferecer: praia, camping, exposições, passeios então quando voltei à minha rotina de São Paulo, cansei do blog, do Twitter, Fousquare, etc...
Então me inscrevi em três cursos no Coursera , como duas das matérias possuem uma extensa lista de leituras recomendadas, estabeleci uma meta de um livro a cada dez dias, originalmente era um por semana, mas já vi que de fim de semana não consigo avançar  muito.
Vale coisas mais simples, como autoajuda, ou algo mais denso. Um dos livros da lista é Madame Bovary, quando fui pedir emprestado às minhas amigas algumas disseram que era muito chato, logo lembrei que O Primo Basílio era inspirado na obra de Flaubert e comecei a ler com um pouco de descaso, prestando mais atenção às descrições, e como é cheio de descrições...É o romantismo, né! Mas a Ema não tem nada a ver com a chata da Luísa! Ela é intensa, tem o sangue quente, quer tudo e quer na hora. Ela sofre por ser mulher, porque mulher não é livre como os homens, não somos hoje, quem dirá no século XIX?

Sempre enfadada!

E as descrições não são chatas, elas tentam reproduzir o ambiente, as vestimentas da época, dão um clima ao enredo, eu acho que estamos acostumados à simplificar tudo demais, por isso ultimamente tudo é incompleto e mal feito, a julgar nossas relações, parecem um fósforo, quando riscamos a chama é intensa e ilumina tudo a volta, mas em alguns segundos se extingue, isso para amizade, relacionamento amoroso, gostos. Não é com todo mundo, creio que tenho umas cinco pessoas na minha vida que possuem profundidade.
Desde que comecei o desafio, dia 7 de outubro, terminei três livros: Sobre a Mosdernidade, de Baudelaire, O Poder do Agora e Madame Bovary, o próximo é The Lighthouse, da Virginía Woolf.
Estou aberta à sugestões, o que devo ler e fazer para desembodear?

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