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terça-feira, 28 de maio de 2013

Couchsurfeando por Toronto

Depois de muitos meses- em maio completaram 9- tomei coragem e resolvi postar um pouquinho das fotos que tirei e falar mais de como foi minha experiência com o Couchsurfing em Toronto.

Não era para eu ficar por lá, mas essa minha North American Adventure foi marcada pelos "não era", primeiro que era para eu ter entrado no Canadá de ônibus partindo de NY e passando por Niagara, mas a gente gosta de emoção, e como eu queria visitar uma pessoa que se encontrava em Vancouver, achei melhor cruzar os Estados Unidos de avião (dica: é muito mais barato voar por dentro dos EUA do que pelo Canadá, aliás tudo é mais barato na terra do Tio San), curtir alguns dias na terra do grunge ( fotos em breve), e acabei entrando de balsa no Canadá, passeio super recomendável!

Toronto foi primeiro uma parada antes de ir a Sault Sainte Marie, desci de avião lá e tomei um ônibus muuuuuito demorado até a cidadezinha fronteira com Michigan, e na volta, antes de entrar nos EUA de ônibus, tentei dar uma chance à cidade. Indicada por um amigo do Couchsurfing fui recebida por Samuel, um nativo de Quebéc que fala umas cinco línguas perfeitamente, sério, quando ele começou a falar português comigo fiquei abismada, ele morou cinco meses no Rio Grande do Sul e fala muito bem, além de ter por língua materna o francês e o inglês, saber espanhol e alguma outra língua que não me recordo.
Primeira noite fui à casa da peguetinha dele e depois fomos encontrando pessoas e juntando para ir à um bar com fliperamas antigos, o pessoal é muito estiloso, uma amiga da peguetinha usava o penteado da Miley Cyrus, regata sem soutien e mini shorts jeans, e claro, diversas tattoos lindas.
A noite de lá me pareceu muito interessante. 
O meu host estava meio ocupado nos outros dias que eu ia ficar então busquei na comunidade de Toronto companhias, como durante o dia as pessoas estavam trabalhando, comecei a andar pelas ruas sozinha, da casa do meu host até a Chinatown eram 6 km, mas como eu tinha tempo, fiz a pé.
Pausa dramática, Toronto foi o único lugar nos meus 3 meses pela américa do norte em que tive medo de andar na rua sozinha, não sei se é o excesso de estrangeiros, mendigos ou lugares ermos, mas umas duas vezes não me senti muito confortável andando nas ruas, nada aconteceu, mas o meu "radar paulistano para o perigo" apitou.
No parque abaixo foi onde marquei com um Cser super simpático, o Marc.

Um dos muitos parque da cidade

Bata Shoe Museum
CNE Tower


Esquilo preto


Fizemos um walk tour, University of Toronto

Belíssimo pôr-do-sol, tarde de agosto

Neste mesmo dia a noite fomos à um stand up comedy show, fiquei com medo de não entender nada pois os canadenses têm um sotaque muito forte e como se isso não fosse o bastante, entender piadas não conhecendo muito as atualidades é bem difícil, mas, como falavam mal dos americanos, bem, não tive problemas em entender.
Lá conheci a Olga, a cser naturista da matéria do G1, e seu marido. No dia seguinte mais tour andando, nossa, emagreci nestes 4 dias em Toronto, liquidação na Séphora, encontro com uma Cser do Nepal e fomos para um jantar dos membros em um restaurante...tá nananannnnn... Brasileiro! Eles tiraram muito sarro de mim, mas aproveitaram e comeram o que eu indiquei: Picanha completa! Arroz, feijão preto, farofa, vinagrete e um suculento bife! Que sorte a minha que não era comida vietnamita ( for the records, odiei!).

Canadá, Brasil, UK, Alemanha, França.

Um espacinho para caber a Áustria e ( não lembro)

Olga, Ucraniana linda!
No último dia fui com o Marc conhecer o High Park, lindíssimo no verão.








A tarde encontrei Luisa, minha amiga alemã, para um café e uma visitinha a Forever 21 antes de tomar o bus de volta ao meu lar, NYC!!!

Continua...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sault Sainte Marie - Canada

Estava com saudades de meus post-relato de viagem e, olhando algumas fotos no meu pendrive de Hello Kitty, lembrei desta cidadezinho em Ontário, no Canadá. Era uma das minhas paradas no país após Victoria e Vancouver (isso em Britsh Columbia, bem longe) e já no final da minha Aventura Norte-Americana.
De ônibus são 850 km de Toronto até a cidade, isso deu quase 12 horas, pois tem que trocar de ônibus em Sudburry (rodoviária na foto abaixo) e os motoristas nessa parte do Canadá são extremamente lentos, eu, paulistana, sempre correndo, mesmo nas férias, quis morrer.

It started at a bus stop in the middle of nowhere
Sitting beside me was a man with no hair
From the look on his face to the size of his toes
He comes from a place that nobody knows
(Não sei porque esta foto me lembra a música do Hanson.)
Cheguei, super frio, está bem deveria estar uns 18°C, mas depois de 70 dias vivendo em clima úmido e super quente, qualquer brisa dá frio. E o casal de amigos que me recebeu na cidade me levou para um Pow Wow, eu nem imaginava o que era, bom quem diria que os descendentes de nativos ainda se reunissem e usassem peles de animais (pobrezinhos), para dançar em círculos e tocar tambores enquanto uma senhora nativa gritava ao microfone "quem dança melhor?"
Foto de um "nativo" com sua roupa "tradicional", adoro este contraste com os carros ao fundo, é o moderno e o "tradicional" (acho que nunca escrevi um texto com tantas aspas).


Pôr-do-sol lindo na montanha, queria tanto ter uma câmera boa, com certeza será meu próximo investimento.
No segundo dia fui conhecer a região, Sault Sainte Marie fica na fronteira, bem coladinha com a civilização os Estados Unidos, meu iPod bem que dizia que eu estava em Michigan, eu queria cruzar a fronteira, pois as coisas lá eram muito mais baratas que deste lado, tanto que os moradores da cidade atravessam esta ponte (sempre travada de trânsito) para comprar desde coisas básicas como leite e carne, à artigos como tênis e roupas, eu não podia fazê-lo pois tinha um visto de apenas uma entrada para o Canadá.



Frustração
Tinha uma eclusa, estilo a que temos em Barra Bonita (o barquinho entra e a água desce), muito legal, mas para andar nela tinha que entrar pelo Michigan, tipo 10 metros a dentro dos EUA, então não pude ir!
Fui conhecer um cassino, mas não gostei do clima de lá, meio depressivo ver as senhoras de olhos vidrados nas luzes, museus fofos e tentar fazer compras, até que consegui itens fashion que trouxe para vender na minha lojinha (luvas de renda).
O dia mais legal foi quando me levaram para velejar, fomos no barco de um senhor alemão, com mais de sessenta anos nas costas e muitas aventuras amorosas para relatar, eu falei que ele deveria escrever um livro sobre suas conquistas que incluem uma mulher de família abastada de Copacabana! Como todo aventureiro alemão, ele havia se perdido pelo território brasileiro quarenta anos atrás, quando ainda não era pop andar de barco pela amazônia.Além do barco ele tinha um lindo cottage a beira do lago Saint Peter com esse banco delicioso, ele bem que podia ser meu pai né? Ia amar passar as tardes quentes (3 meses por ano) lendo ou apenas olhando a água.
Tinha uma placa dizendo que a água congela no inverno e que é perigoso subir nela.



Bandeira pirata! Amo!

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