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sexta-feira, 14 de junho de 2013

La América Del Sur

Muy Lindo!

in:

Heath's Modern Language Series: The Spanish American Reader by Ernesto Nelson

No link http://www.gutenberg.org/ebooks/11047 livro com exercícios e textos para quem precisa praticar espanhol, meu caso.


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Japão: A Harmonia dos Contrários

Pulei dois livros da lista, eles entrarão depois, espero, O Livro dos Cinco Anéis (aquele de estratégia escrito pelo samurai Musashi Miyamoto) e A Arte da Guerra, se vocês não gostam de autores orientais ou sobre o oriente, vão ficar entediados com as minhas leituras.
Estou dormindo Japão, acordando Kanjis e me alimentando de partículas に e か.

Caiu em minhas mãos o assunto deste meu post, um dos 1,5 mil trabalhos do jornalista Benedicto Ferri de Barros, um grande contribuidor para os estudos literários japoneses aqui no Brasil, ele viveu bastante e também fez muita coisa, entre poesias, livros, artigos...
O livro traz um conjunto de pequenos textos, de duas a três páginas, que tentam desvendar algumas das características mais curiosas da cultura japonesa, o primeiro texto O besouro voador, é uma bonita comparação entre o arquipélago japonês, que possui menos de 30% de área habitável, sujeito à vulcões, terremotos, tsunamis, onde falta ferro, petróleo e outras matérias primas essenciais à atividade industrial e mesmo assim é uma grande potência produtora de tecnologia, seria improvável que um país com tanta deficiência pudesse ter ser desenvolvido tanto, é ai que entra a comparação com o besouro, apesar de sua estrutura nada aerodinâmica, ele é capaz de voar.
Como conseguiram isso?
kanji for harmony, Japanese style, peace, soften, Japan
O autor começa a destrinchar a psiqué japonesa, desde a organização do Estado Japonês, em 604, seguem a " Constituição dos 17 artigos" e o primeiro deles é Wa ( aposto que você já viu tatuado em alguém) que significa harmonia, paz, concórdia, reconciliação, unidade.
Ele explica que a cultura ocidental procurou garantir autonomia do indivíduo, as prerrogativas pessoais e os direitos dos homens, o que acarretou num agravamento das dicotomias do poder ( quem manda quer mandar ainda mais por se achar no direito) e o antagonismo entre os poderes sociais ( quem não está no poder sofre e vive em conflitos). A solução da cultura japonesa foi oposta, ao invés de conferir direitos, atribuiu obrigações. Os cidadãos se sentem obrigados entre si, seja a seus antepassados, chefes, funcionários, e o incrível para nós ocidentais é que dentro deste sistema eles são mais livres que nós, pois dentro desta atmosfera de respeito eles se sentem verdadeiramente interligados e lutam para a subida do povo como um todo.
Se pensarmos no nosso modelo, onde um quer se sair melhor do que o outro, trabalhar menos e ganhar mais, percebemos que nossa sociedade é muito mais opressora que a deles, e um modelo fadado ao fracasso e crise interna, como já está se manifestando aos poucos, mas de forma agressiva.

Entre meus capítulos preferidos estão os dois que falam dos samurais, eles me fizeram lembrar um pouco
dos dândis, tirando que estes eram totalmente fúteis, os bushi, viviam o caminho da espada e do pincel, além de se dedicarem às artes marciais, cultivavam as artes, como caligrafia, pintura, poesia. Conseguiram instaurar a paz no período feudal japonês e eram modelos de homens: justos, disciplinados, cultos e leais. Até hoje é comum ouvir que "tal pessoa é decidida, pois vem de família de samurais". ( Para saber mais sobre estes guerreiros consulte de Inazo Nitobe, Bushidô- A Alma do Japão)

Gostei muito destes dois temas, mas tenho outras partes favoritas, como quando ao falar do Shintoísmo, do Budismo e Confucionismo, filosofias mais naturalistas, amplamente aceitas e praticadas no Japão, o autor compara com as religiões ocidentais, que o excesso de misticismo, tornaram-nas absurdas e dispensáveis ao homem contemporâneo ( isso ele Benedicto Ferri escreveu nos anos oitenta, hoje é ainda mais realidade), tanto que às vezes me sinto babaca ao dizer que acredito em Deus, e olha os japoneses acreditam em vários deuses.
Ao falar das tradições nipônicas ele nos relembra que a civilização ocidental acabou com aquilo que tinha de mais importante, a filosofia, a falta de fé e de pensamento racional, somadas ao nosso excesso de direitos e falta de responsabilidades ( e mesmo obrigações), pode ter sido responsável pelas tantas doenças psicossomáticas e psicológicas que vemos entre nosso conterrâneos: " No ocidente, as crenças (ou descrenças leigas)  evoluíram para neuroses e psicoses e produziram as soluções "racionais e científicas" das psicoterapias." O habitat japonês, com suas religiões, liames sociais e culturais resultou em um dos ecossistemas antropológicos mais adequados à espécie humana, harmonioso e equilibrado.

É interessante ler sobre outras culturas pois aprendemos mais sobre a nossa própria, também é bom conhecer outros modelos para buscarmos melhorar a nossa realidade, o livro é agradável de ler, apesar de eu ter encrencando em alguns termos como Weltanschaunng, mas consegui enxergar no autor alguém tão apaixonado como eu.
 

terça-feira, 19 de março de 2013

EDUEXPO, Salão do Estudante e outras Feiras

Estamos sendo invadidos! Invadidos no bom sentido, diversas escolas, faculdades e cursos estão enviando representantes para nossa terrinha para recrutar alunos para estudar em outros países. Pode ser apenas um curso de língua, viagem, ou high school, graduação e pós.
Nunca foi tão fácil realizar o sonho de estudar numa faculdade americana, com seus campi lindos, jaquetas do time de football, o americano claro, e aproveitar para conhecer mais desta cultura. Mas além da facilidade de ir ao nosso vizinho, podemos também ir aos velhos países da Europa ou os vibrantes da Oceania e pasmem, dá até para estudar na China!

Divulgação, Salão do Estudante, março 2013

O que você precisa? Dinheiro e uma boa quantia viu, mas também paciência e organização, e um bom esforço.
As instituições de ensino estão sendo muito boazinhas e dando grande parte dos seus cursos em inglês, sim inglês, a língua internacional, que todo mundo deveria falar, muito legal, né?
Se não fosse o fato de que não estamos preparados para isso!

No evento deste fim de semana, representei instituições italianas como a Polimoda, com a função de ajudar a equipe italiana a se comunicar com o público, aconteceu que falei ininterruptamente das 13h às 19 horas, porque 80% das pessoas que visitaram o stand não entendiam inglês básico.

Intercâmbios ajudam sim a aprender outra língua, mas não fazem milagres, o básico a gente já tem que vir treinando de casa, estudando em escolas, praticando, pesquisando, para na próxima vez que for a feira já estar pronto para conversar com os representantes em inglês e planejar a sua faculdade em Malta ou na Suíça!

Brasil, acorda, falar inglês nem é mais considerado diferencial no currículo.
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