quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Loja Virtual Antix está no ar!

Acabou de lançar a loja da marca que está virando queridinha entre as meninas românticas do Brasil!
http://www.antixstore.com


Tem roupas, acessórios e calçados super fofinhos! (quase tudo está no ar)
Eu confesso que não tenho muita coragem de pagar mais de 200 reais em um vestido, mas vale muito a pena, a modelagem é super bem feita, a roupa fica muito bonita no corpo e as estampas são exclusivas.
Já havia experimentado uns 15 vestidos (sempre que posso experimento rezando para não ficar bom) e finalmente consegui comprar os meus!
Se você é meio mão-de-vaca como eu, ainda dá tempo de ir ao Bazar que está rolando na Rua Fidalga, 184, vai até dia 28.

Queria estar aqui, mas não queria também

“As a woman I have no country. As a woman I want no country. As a woman, my country is the whole world.”
Virginia Woolf

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Desafio Pessoal e Madame Bovary

Terminei a faculdade e emburreci. Exatamente, vinha de uma rotina maluca de textos em inglês, três a quatro romances por semestre ( em cada matéria de literatura), monografias, análises, japonês... Eu me formei e desisti dessa vida, fui fazer curso de desenho de moda, li sobre marketing digital e passei alguns meses após a formatura redigindo email marketing e escrevendo conteúdo para blogs comerciais.
Parecia tudo muito interessante e importante, mas como tudo que repetimos na vida, ficou chato e maçante, eu passei a odiar a internet. Na verdade foi amor e ódio. Para as coisas pessoais ainda gostava, o chat do Facebook servia para conversar com os amigos, twitter ver links das revistas e pessoas que gosto, os blogs para me inspirar, mas tudo começou a me irritar novamente.
Eu tinha ficado três meses sem celular, entrando rapidamente na net e aproveitando tudo que uma vida outdoor pode oferecer: praia, camping, exposições, passeios então quando voltei à minha rotina de São Paulo, cansei do blog, do Twitter, Fousquare, etc...
Então me inscrevi em três cursos no Coursera , como duas das matérias possuem uma extensa lista de leituras recomendadas, estabeleci uma meta de um livro a cada dez dias, originalmente era um por semana, mas já vi que de fim de semana não consigo avançar  muito.
Vale coisas mais simples, como autoajuda, ou algo mais denso. Um dos livros da lista é Madame Bovary, quando fui pedir emprestado às minhas amigas algumas disseram que era muito chato, logo lembrei que O Primo Basílio era inspirado na obra de Flaubert e comecei a ler com um pouco de descaso, prestando mais atenção às descrições, e como é cheio de descrições...É o romantismo, né! Mas a Ema não tem nada a ver com a chata da Luísa! Ela é intensa, tem o sangue quente, quer tudo e quer na hora. Ela sofre por ser mulher, porque mulher não é livre como os homens, não somos hoje, quem dirá no século XIX?

Sempre enfadada!

E as descrições não são chatas, elas tentam reproduzir o ambiente, as vestimentas da época, dão um clima ao enredo, eu acho que estamos acostumados à simplificar tudo demais, por isso ultimamente tudo é incompleto e mal feito, a julgar nossas relações, parecem um fósforo, quando riscamos a chama é intensa e ilumina tudo a volta, mas em alguns segundos se extingue, isso para amizade, relacionamento amoroso, gostos. Não é com todo mundo, creio que tenho umas cinco pessoas na minha vida que possuem profundidade.
Desde que comecei o desafio, dia 7 de outubro, terminei três livros: Sobre a Mosdernidade, de Baudelaire, O Poder do Agora e Madame Bovary, o próximo é The Lighthouse, da Virginía Woolf.
Estou aberta à sugestões, o que devo ler e fazer para desembodear?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sonho Realizado - Garbage no Brasil

Eu não gosto muito de ir à shows grandes, festivais então, muito menos. Mas eu tinha uma promessa à mim mesma, se algum dia o Garbage, Gwen Stefani ou Placebo tocassem no Brasil, eu seria obrigada à ir, independente do valor, lugar, etc.
Então eu passei três meses na América do Norte de olho nos meus artistas preferidos para tentar assistir a um show, a única banda que poderia se apresentar no momento seria o Garbage com sua turnê nova, ou o No Doubt, que tinha acabado de voltar, checando o site da banda da ruiva mais linda do mundo, descobri que se apresentariam em São Paulo em outubro e, que droga, em um festival com público estimado em 30 mil pessoas! Para piorar teria fãs da banda Kings of  Leon, que pelo que andei conversando, é um público mais jovem que não tem ideia do que é Stupid Girl! Mas o que poderia fazer, era minha chance de ouvir ao vivo algo que curto desde os meus treze anos.

Foto que tirei com meu celularzinho

Comprei o ingresso, paguei quase 200 na meia com taxa de inconveniência, coloquei meu coturno, jeans escuro, regata de renda preta, delineador preto nos olhos e cabelo em coque alto e fui correndo ao Jockey Club. Tive alguns contratempos no caminho, leia-se bazar da Antix, por isso cheguei ao festival às 18h, sendo que queria chegar às 14h  com uma amiga.
Estava bem no intervalo antes do show do Suede, então pude me esgueirar por entre os espectadores para procurar a minha amiga, acabei ficando com uma galera muito simpática de Recife e pulei com eles ao som da banda antes de trombar, literalmente, na minha amiga, a tempo de ver o Garbage se apresentar em vista privilegiada.
Consegui ficar à umas 10 pessoas da grade, em cima da base de ferro da grade central, um pouco mais alta que as pessoas a minha frente, tendo o palco inteiro no meu campo de visão. Tremi quando começou a introdução, vi a boneca que é a Shirley Manson cantando. Ela entrou com um lenço leve rosa que cobria seus braços e acompanhava os movimentos enquanto cantava Automatic Systematic Habit.
Alguns fãs choravam, outros gritavam a letra, muitos pulavam e os fãs de Kings of Leon um pouco irritados, tinha um casal ao meu lado que não curtiu muito a ideia de ficarmos pulando o show inteiro, acho que é porque eu pisava, sem querer, nos pés com meu pesado coturno, fica a dica para shows no Jockey.
Era perceptível como os membros da banda estavam felizes com nossa receptividade, comentaram como era bom que sabiámos as letras, homenagearam o fã Rafael, quero muito saber quem é, cantando Cherry Lips, tocaram Push It, uma das minhas músicas preferidas e mais outras das antigas, do álbum novo, apenas 3, a música que abre o cd e abriu o show, Control, que homenagearam o Brasil e Blood For Puppies.
Valeu cada centavo, cada crise de ansiedade e a correria. Uma hora de show foi melhor que uma semana de academia.
Divulgação

(Boneca-robô) Por Rafael Rossi

Divulgação

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

De Volta à Terrinha (caos brasilis)

Uma vez uma amiga que ficou seis meses no Japão me disse que voltou ainda mais brasileira, eu ri. Toda viagem volto ainda mais ciente das deficiências que temos aqui, falta de consciência política, falta de educação, falta de liberdade. Mas não é bem assim.
Todos os lugares têm estes mesmos problemas, é que ficam mais destacados para nós que moramos no local.
Falta de educação é de cada um e não do povo. Um exemplo prático de que temos tentamos ter educação é no transporte coletivo: aqui se um idoso ou deficiente entra no vagão alguém vai ceder assento, mesmo que demore um pouco e as pessoas se entreolhem preguiçosas, no primeiro mundo não é bem assim, pelo menos nas cidades que fui. Um local me contou que não oferecem pois o idoso/deficiente pode se sentir ofendido, desculpinha estranha.
Falta de liberdade: eu tinha essa ideia boba de que na América do Norte você pode se vestir como quiser e os caras não ficariam fazendo comentários indecentes e perturbando sua paz ( aqui em São Paulo você pode estar com vestido no joelho e ainda vão assobiar para você), mas não é bem assim, os animais estão em qualquer lugar e os comentários são os mesmos, talvez um pouco menos ofensivos.
E sobre as desigualdades sociais, EUA e Canadá tem tantos mendigos na rua quanto no Brasil, tantos assaltos, violência e favelas como aqui, a diferença é que os barracos de lá são bonitinhos. O fato é que exploramos o mercado de pobreza aqui e que vendemos uma imagem de favelados, Cidade de Deus e Central do Brasil.

Só vivendo o dia a dia de um lugar para ver mesmo. E eu vivi como morador dos lugares em que estive, fiz muitos passeios turísticos, mas muitos de habitantes locais.
Eu e o Duffy, o ursinho que viaja o mundo nas malas do Mickey
Resuminho feliz:

65 dias trabalhando com entretenimento no lugar mais legal do mundo!


Rolezinho bacana


Fotinhos bacanas de lugares legais e dicas de comida, compras e passeios... 
Em breve, acabei de chegar e estou fazendo reconhecimento de terreno, esqueci onde coloquei a maioria das minhas coisas!




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