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quarta-feira, 1 de março de 2017

Strategies to overcome Heimweh

German can be considered an awful language (here I agree with Mark Twain) but it offers us wonderful expressions like:


Picture of Anhangabaú in São Paulo, 3 minutes before a heavy storm, nothing is more "São Paulo" than a torrential rain.

It comes from “Heim” as home and part of the verb “wehtun,” that means to hurt or ache. And many times I have this feeling that is not exactly melancholy, well Heimweh it is. And I felt it really strong after spending awesome 44 days with my family and friends.

I heard that the match is basic: " the longer you stay 'home' the hardest it is to reconnect to your new home." It made sense, when you are visiting a place you oversee the bad parts and getting used to a routine makes it hard to recover.

So my tatics were:



- Do as fast as possible, and as many as possible the things you love and that made you decide for the new place. What I do: I go hiking, or biking. Reading a book close to the river or park, having a coffee with friends and having fun with my boyfriend.

- Focus on your decision. You decided to move abroad because of working opportunities, for learning a new language, to have a better life qualty...There are many reasons, some are sad like escaping war or poverty, so whatever it migh be, focus on it! 

- Try to maintain a good relationship with friends and family back "home," you can be far away, but they will still help you when you are felling Heimweh. So you all you can, Skype, Whatsapp, Instagram.

Now I want to know, what are your strategies?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

To the things we gain, and the things we lose

The view from my bedroom's window- São Paulo

After more than three years without visiting home, consequently three years with no revelant posts here, I decided to spend some time in Brazil. For reasons of cheaper flight tickets I had to stay 44 days. My boyfriend's concern was "should you call your mother and ask with you can stay that long at her place?"
I laughed and replied "You still have no idea how Brazilian mothers work!"
With the ticket paid I told my mother the good news and, as expected, she got emotional and seemed really happy.
I was anxious, three years away would definitely cause me some strangeness, and my expectations were not deceived, São Paulo is too noisy, too chaotic, too busy, wonderful!
My first two weeks were devided between getting used to the weather, to the noise - cars passing the day and night, plus my mother lives close to a Samba school and in December/January they are practicing a lot - and getting used to speaking Portuguese all the time.
Living in Germany with poor German makes you ignore outside noises, I hear people speaking Turkish, Chinese and German everyday and since I don't understand, I don't care so much and I end up living in my own little world, but in Brazil it is different: Chinese people, they speak Portuguese, Syrian descendents? They also do. So I could understand everybody and that bothered my thoughts a bit.
After the first impression passed, everything was cool, beautiful and exciting! For New Years I met some friends and we celebrate in a very charming part of the city. The following week was beach time! And I visited some places at the coast of São Paulo, gorgeous water and awesome view.





How could I have left such place, where my family is, and my dearest friends? Like reading my thoughts my mother answered.
"You are on vacations, don't forget. People are now making a huge effort to see you, and maybe if you were living here, you would stay months or maybe years without seeing them!"

And that makes sense, some people I invited to go to my mother's house for a clothing swap I organized never came and never said the reason they didn't come.
Still I started thinking about all the new emotions I experimented, like the loneliness of moving to a new country but also the feeling that I am capable to do things alone, the confidence that you will find help on the way, that you will meet new people and live new adventures.
Going or staying, it doesn't matter, we always lose something and gain others, but the time I stayed "home" showed me that I have to be myself again, do more things that I used to like three years ago.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Se vira...

(I really need to write in my Muttersprache! I miss my sonorous and sweet Brazilian Portuguese!)

Eu tive que voltar a escrever em português pois algumas coisas só soam engraçadas na nossa própria língua (também porque fico com preguiça de escrever em inglês, como vocês viram).

Novidades? Tantas que nem sei por onde começar, ok, sei.


Terça-feira tive meu primeiro, e se tudo der certo, último exame do mestrado, era uma prova com 6 perguntas, 2 de cada foco, deveríamos escolher uma de cada e responder em 90 minutos. O formato da resposta era dissertação-argumentativa, felizmente algo que cansamos de fazer na faculdade de Letras e nos vestibulares. Acho que neste ponto eu tive uma vantagem, normalmente eu estruturo respostas neste formato: introdução, desenvolvimento e conclusão. Então, espero que os professores concordem com as minha ideias.

Spring-break começou hoje, mas nem por isso significam férias, tenho dois trabalhos para entregar, um usei a malandragem Fefelechiana e vou fazer análise de filme e o outro vai ser um desafio maior, vamos ver como sai.

O outro ponto é o Se vira nos (quase) trinta! Ainda tenho 395 dias até lá, mas já começo a rever o que quero para o meu futuro. O fato é que sou a personificação da música do Zeca Pagodinho, aos trancos e barrancos a gente leva, apesar de ter vontades de coisas que quero fazer, eu vou meio com o que aparece, sugestões, ideias e muitos "por que não?"
Uma amiga aqui falou que tenho bastante experiência profissional e bem diversa, e que isso é bom. Bom para experimentar novas áreas. Pode ser. O fato é que já tentei ser "adulta" e falhei miseravelmente, declarei imposto de renda errado, estraguei roupas ao tentar lavar, sou dependente demais do meu círculo (familía e amigos).
Mas estou tentando novamente e dessa vez bem longe, apoio só pelo Skype e mensagens lindas nas minhas redes sociais!
Coisas engraçadíssimas estão acontecendo, daquelas que você chora, mas sabe que daqui alguns anos vai rir delas, eu estou tentando rir já!

look pescadora


Vamos aos itens que eu tenho que dominar para adentrar o "mundo adulto" ainda que tardiamente:

- Lavar a própria roupa (tentando não estragar muito) = Feito
- Alimentar-se saudavelmente = quase (minha casa atual só tem o topo do fogão, basicamente me alimento de ovos = omelete e cozidos, saladas, pão, yogurt e frutas, mas no bandejão só salada e proteína)
- Seguir a agenda de compromissos = quase
- Manter o quarto/casa limpa = Feito (mas não é muito divertido ter 3 roommates, entre eles um cara de dezenove anos)
- Cuidar da minha própria saúde = Quase (não é apenas comer direito, é não esquecer o guarda-chuva, usar roupas quentes, tomar uma vitamina quando precisar. Mas é bem difícil ficar doente sozinha, parece pior)

Coisas que estou aprendendo / saudades:

- Valorizar o sol/calor ( não gosto do fato do sol nascer às 8h e se pôr às 16h, ainda bem que o dia já está ficando mais longo)
- Amigos
- Como somos carinhosos e atenciosos (hoje uma americana expressou sua felicidade pelo fato de eu ser brasileira, sempre bem humorada e disposta)
- Saudades dos meus encontros do Couchsurfing onde eu demorava 30 minutos para me despedir das pessoas, aqui é assim, falou tchau, as pessoas nem esboçam reação.
- Atividades gratuitas (não existe nada, ou pelo menos quase nada, de graça aqui, quer fazer xixi? Tem que pagar, até na balada/mcdonalds tem uma mulher com paninho e um pratinho onde você tem que deixar umas moedinhas, basicamente só parques são de graça, se algum dos meus experts em Alemanha souberem de atividades para o povão, favor escrever aqui!)
- Perrengue é foda, mas te ajuda a amadurecer que é uma beleza.
- Europeus não sabem quem foi Carmen Miranda, não sabem! Estou generalizando, mas acho que faz sentido, eles acham que o Minion com frutas na cabeça é só uma criação original! Felizmente americanos sabem que ela foi.
- Enquanto na América do Sul falamos em Países em Desenvolvimento, para eles somos terceiro mundo e estamos todos no mesmo pacote, aparentemente é por culpa da escravidão, que eles insistem ser uma criação dos países pobres.
- Que você só percebe de onde vem, quando não está mais lá. Claro que odeio um monte de coisa do meu país, da América Latina, mas descobri que somos muito mais fodas do que imaginamos, jogo de cintura é só uma das coisas que me orgulho de ter (para dançar e para viver!)

Viva as cores, a alegria!

O caminho é longo, imagem inspiracional do jardim do castelo de Heidelberg...




domingo, 22 de janeiro de 2012

Cartas de Amor

Este post ia falar sobre o espetáculo que assisti ontem no CCBB SP, Cartas de Amor- Electropoprockoperamusical, com Dedina Bernadelli, Felipe Storino, Fernando Alves Pinto e Flávio Graff.
Ia ser porque sai de lá apaixonada, pelas músicas, pelos atores e principalmente pela ideia: o roteiro foi criado a partir de histórias encontradas em cartas de amor adquiridas em feiras de antiguidade e arquivos pessoais dos envolvidos no processo de montagem, justapondo memórias e procurando o sentido do amor.
Mas ai tive a ideia de pegar as minhas cartas e ver se alguma se encaixava, surpresa, achei carta de fim de relacionamento, amor a distância (este danado), e o amor que meus amigos, sempre queridos, mandavam.


Muita coisa especial, tentei colocar quase todas na foto.

É bom a gente reler as cartas de amor (emails também) porque elas lembram muito o que já fomos para alguém e é importante saber a percepção da outra pessoa sobre nós. Mesmo que a gente não acredite nisso.
Todas foram muito importantes e alimentaram minhas esperanças e sonhos, é fato que tive grandes desilusões e fiz algumas escolhas idiotas, mas acontece, todo mundo já se decepcionou, o que não dá é para esquecer este sentimento delicioso de gostar de alguém...

"(...) Eu vou andar por algumas estradas lotadas e algumas vazias e vou pensar em você até o dia em que
nos reencontrarmos."


Cartas de Amor – Electropoprockoperamusical

11 Jan a 2 Fev
Local: Teatro | CCBB SP 
Horário: Quartas e quintas, às 19h e às 21h 
 
Cartas de Amor - Electropoprockoperamusical se debruça sobre o tema das possibilidades, num espetáculo electropoprockoperamusical onde as 14 narrativas musicais foram inspiradas na estética dos videoclipes, do cinema e das artes visuais, criando em um espaço cênico de múltiplas imagens as experiências afetivas de desencontros e reencontros de homens e mulheres na busca de estados transcendentes do amor. 

Roteiro, letras e direção de Flavio Graff. 

No elenco: Dedina Bernardelli, Felipe Storino, Fernando Alves Pinto e Flavio Graff.

sábado, 29 de outubro de 2011

Vistas de Roosevelt Island e Manhattan


Visões lindas encima da gondola que leva de Manhattan à Roosevelt. A primeira é a vista da pequena ilha.


Aqui a visão frontal que tinhamos dentro da gondola


E a visão de Manhattan.


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