quarta-feira, 22 de maio de 2013

Revistas Japonesas: Seventeen , Maio de 2013 e sabendo me vestir melhor


Agora a minha, a sua, a NOSSA revista preferida: Seventeen da primavera! Melhor estação do ano, porque combina muito com Brasil. Apesar de estarmos no outono, ainda está quente, então as tendências estão chegando simultaneamente aqui.

 Um mês atrás reclamei de não saber como me vestir, pois bem, comecei a prestar atenção ao que estaria de acordo com a minha idade, tipo físico e lugares que frequento e ontem acertei na medida da roupa, fui à Vila Madalena com wet legging, minha alternativa para as calças de couro da moda, regata da 284 que é mais comprida atrás, Melissa Ultrawedge preta e uma malha colorida, fiquei muito feliz de não ter ido com os meus vestidos Zooey Deschanel inspired!


Vamos aos prints. Muitas colegiais, roupas soltinhas e tênis!






Bolsa rosa puro amor

Como elas sabem sobrepor blusinhas e vestidos!

Jaqueta lindinha







Achei essa jardineira a cara da JuSena
Um casaco e OITO looks! Parece muito a minha vida.
Vestido de renda e 10 looks, é minha vida novamente
Quais os looks mais legais?

terça-feira, 21 de maio de 2013

Como eu me vestiria se fosse menino?

Sendo Juminako nestes últimos dias (depois explico o que significa), fiquei analisando o estilo dos homens na rua e pensando como eu me vestiria se tivesse nascido com outro sexo, seguiria tendências, seria mais esportivo, despojado, clássico?
Ai em um dos lançamentos da C&A eu me encantei pela roupa que o @YKalil estava vestindo, a cor do blazer, caimento da calça e o sapato, então comentei dessas minhas pirações e ele sugeriu que eu dividisse no meu blog,  então de marcas e blogs que sigo, o look do Juliano ( será? hauhauha ) seria:

Da loja: http://www.1626buy.com/


 Versão nerdinho, bermudas, xadrez, boné (adoro, só usaria se fosse menino), mas estes tênis verdes não sei não.

Vans, com certeza;

Se fosse tirar inspiração do The Sartorialist

Imagem tirado The Sartorialist

The Sartorialist

The Sartorialist

The Sartorialist

Esses looks necessitam de um tempinho mais frio, o que é meio difícil aqui em SP, mas vale a inspiração, este último de Jeans e sobreposição de casacos é bem a cara da minha versão masculina, tem até um gorro laranja, curioso é que desde agosto eu usei calça jeans DUAS vezes, não sou muito fã dessa peça para mulheres, mas para homens, acho que fica perfeito.

As celebridades que tem um estilo que eu curto são Jake Gyllenhaal e Daniel Craig, novamente a calça jeans impera:


 

Do Diary of a Vintage Girl


Uma brincadeira, admiro muito essas pessoas que retomam os clássicos, não é estranho, precisamos relembrar o que já foi, ainda mais uma época de glamour como essa (20´s 30´s e 40´s)!

E montagem no Polyvore

Dá para ver que eu seria meio básico, mesmo com peças um pouco diferentes. E vocês? Como se vestiriam?

Desafio a Jujuba Sena http://www.elropero.com/ e a Diva http://www.totalmentediva.com/ a nos mostrar como seriam seus estilos.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Japão: A Harmonia dos Contrários

Pulei dois livros da lista, eles entrarão depois, espero, O Livro dos Cinco Anéis (aquele de estratégia escrito pelo samurai Musashi Miyamoto) e A Arte da Guerra, se vocês não gostam de autores orientais ou sobre o oriente, vão ficar entediados com as minhas leituras.
Estou dormindo Japão, acordando Kanjis e me alimentando de partículas に e か.

Caiu em minhas mãos o assunto deste meu post, um dos 1,5 mil trabalhos do jornalista Benedicto Ferri de Barros, um grande contribuidor para os estudos literários japoneses aqui no Brasil, ele viveu bastante e também fez muita coisa, entre poesias, livros, artigos...
O livro traz um conjunto de pequenos textos, de duas a três páginas, que tentam desvendar algumas das características mais curiosas da cultura japonesa, o primeiro texto O besouro voador, é uma bonita comparação entre o arquipélago japonês, que possui menos de 30% de área habitável, sujeito à vulcões, terremotos, tsunamis, onde falta ferro, petróleo e outras matérias primas essenciais à atividade industrial e mesmo assim é uma grande potência produtora de tecnologia, seria improvável que um país com tanta deficiência pudesse ter ser desenvolvido tanto, é ai que entra a comparação com o besouro, apesar de sua estrutura nada aerodinâmica, ele é capaz de voar.
Como conseguiram isso?
kanji for harmony, Japanese style, peace, soften, Japan
O autor começa a destrinchar a psiqué japonesa, desde a organização do Estado Japonês, em 604, seguem a " Constituição dos 17 artigos" e o primeiro deles é Wa ( aposto que você já viu tatuado em alguém) que significa harmonia, paz, concórdia, reconciliação, unidade.
Ele explica que a cultura ocidental procurou garantir autonomia do indivíduo, as prerrogativas pessoais e os direitos dos homens, o que acarretou num agravamento das dicotomias do poder ( quem manda quer mandar ainda mais por se achar no direito) e o antagonismo entre os poderes sociais ( quem não está no poder sofre e vive em conflitos). A solução da cultura japonesa foi oposta, ao invés de conferir direitos, atribuiu obrigações. Os cidadãos se sentem obrigados entre si, seja a seus antepassados, chefes, funcionários, e o incrível para nós ocidentais é que dentro deste sistema eles são mais livres que nós, pois dentro desta atmosfera de respeito eles se sentem verdadeiramente interligados e lutam para a subida do povo como um todo.
Se pensarmos no nosso modelo, onde um quer se sair melhor do que o outro, trabalhar menos e ganhar mais, percebemos que nossa sociedade é muito mais opressora que a deles, e um modelo fadado ao fracasso e crise interna, como já está se manifestando aos poucos, mas de forma agressiva.

Entre meus capítulos preferidos estão os dois que falam dos samurais, eles me fizeram lembrar um pouco
dos dândis, tirando que estes eram totalmente fúteis, os bushi, viviam o caminho da espada e do pincel, além de se dedicarem às artes marciais, cultivavam as artes, como caligrafia, pintura, poesia. Conseguiram instaurar a paz no período feudal japonês e eram modelos de homens: justos, disciplinados, cultos e leais. Até hoje é comum ouvir que "tal pessoa é decidida, pois vem de família de samurais". ( Para saber mais sobre estes guerreiros consulte de Inazo Nitobe, Bushidô- A Alma do Japão)

Gostei muito destes dois temas, mas tenho outras partes favoritas, como quando ao falar do Shintoísmo, do Budismo e Confucionismo, filosofias mais naturalistas, amplamente aceitas e praticadas no Japão, o autor compara com as religiões ocidentais, que o excesso de misticismo, tornaram-nas absurdas e dispensáveis ao homem contemporâneo ( isso ele Benedicto Ferri escreveu nos anos oitenta, hoje é ainda mais realidade), tanto que às vezes me sinto babaca ao dizer que acredito em Deus, e olha os japoneses acreditam em vários deuses.
Ao falar das tradições nipônicas ele nos relembra que a civilização ocidental acabou com aquilo que tinha de mais importante, a filosofia, a falta de fé e de pensamento racional, somadas ao nosso excesso de direitos e falta de responsabilidades ( e mesmo obrigações), pode ter sido responsável pelas tantas doenças psicossomáticas e psicológicas que vemos entre nosso conterrâneos: " No ocidente, as crenças (ou descrenças leigas)  evoluíram para neuroses e psicoses e produziram as soluções "racionais e científicas" das psicoterapias." O habitat japonês, com suas religiões, liames sociais e culturais resultou em um dos ecossistemas antropológicos mais adequados à espécie humana, harmonioso e equilibrado.

É interessante ler sobre outras culturas pois aprendemos mais sobre a nossa própria, também é bom conhecer outros modelos para buscarmos melhorar a nossa realidade, o livro é agradável de ler, apesar de eu ter encrencando em alguns termos como Weltanschaunng, mas consegui enxergar no autor alguém tão apaixonado como eu.
 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Revistas Japonesas: Mina, Maio de 2013

Mais de um mês de atraso e venho com a Mina de maio, sendo que já saiu a de junho, heta Juminako! Mas estava muito, muito ocupada! de qualquer maneira vale conferir, a tendência esperada se confirmou e o jeans aparece em diversas peças, com lavagens bem clarinhas e estampas fofas.A primavera no Japão parece uma viagem no deLorean até os anos 80, com peças amplas e "molecas" e penteados não tão obcecados com serem lisos.
Reutilizaremos: Espadrilhos, calças floridas, tachas.
Quem volta? Tênis estilinho Keds, quem nunca teve?










 (clique para ver mais:)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Namore Um Cara Que Viaja

Eis que recebo um link de um amigo com o mesmo título deste meu post, dizendo que se identificou com o que estava escrito e que ao ler trocou boy por girl. Eu fiquei um pouco chocada, a menina que escreveu é minha irmã de pensamento, a parte ruim de eu ter pego gosto por viajar é que quero pessoas ao meu redor que curtam o mesmo e principalmente em relacionamento, o cara "tipo caseiro" não me apraz, muito menos o senhor "eu sou muito ocupado, time is money, preciso pacar o meu i30", gosto de pessoas que contam histórias que comecem com : "quando eu estava mochilando pela Cisjordânia..."

tirada do http://www.epictrail.com/

E geralmente pessoas que curtem viajar, ainda mais no esquema low-budget (ou o que eu gosto de brincar "ganho em Reais")  têm mais apreço por todas as experiências, respeitam a natureza, não teriam um carro porque além de poluir e ser caro é um tipo de prisão, afinal 36 parcelas é uma forma de se aprisionar, quem quer ter uma dívida absurda dessas? Elas também apreciam a cultura local de onde vão, não ficam falando "nossa no meu país isto é melhor/funciona/ mais rápido", aceitam as diferenças.

Cena de Into the Wild

Cena de On the Road

Viajar abre a cabeça, mas também vicia e te deixa um pouquinho maluco, tenho a data exata de quando comecei a pirar, 28 de novembro de 2006, quando fui para a Disney como CastMember e descobri as maravilhas de se viver em outra cultura, mas foi uma experiência super consumista que me rendeu 2 malas de 42 quilos, coisa que ano passado não rolou.
Porque em 2011 conheci pessoas do Couchsurfing, fiquei duas semanas em New York com eles, babando a cada história, e consegui a proeza de voltar carregando menos de 20 quilos em roupas de frio, ai já era, comecei a me desfazer de algumas coisas que me deixavam "presa" como minha coleção de sapatos de plástico e outras posses, vendendo, trocando ou doando, para me preparar para outra "aventura", e estou cada vez com menos coisas no armário, cultivando a frugalidade.
Bom, toda essa digressão para dizer que, namore alguém que curta viajar, mas também tenha amigos assim, converse com eles, viaje com uma mochilinha nas costas contendo dois vestidos, uma sapatilha, um chinelo, um tênis, um biquíni (sempre levo um, não importa para onde vou, você nunca sabe), três regatas, um shorts e jeans entre outras coisinhas, SEJA e não TENHA. Conheça pessoas engraçadas e doidas, que mudaram de país sem conhecer ninguém, saiba que o mundo é pequeno, mesmo sendo tão grande.

minha concepção babaca

O texto da menina se encontra neste link, preciso muito destacar a minha parte preferida, que é o meu casamento ideal desde que me entendo por gente:

" You will get married somewhere unassumed, surrounded by a select few, in a moment constructed to celebrate venturing into the unknown together again. Marry the boy who’s travelled and together you will make the whole world your home. Your honeymoon will not be forgotten to a buffet dinner and all-you-can-drink beach bars, but will be remembered in the triumphant photographs at the top of Kilimanjaro and memorialized in the rewarding ache of muscles at the end of a long days hike.
When you’re ready, you will have children that have the names of the characters you met on your journeys, the foreign names of people who dug a special place in your heart if only for a few days. Perhaps you will live in another country, and your children will learn of language and customs that open their minds from the very start, leaving no room for prejudice. He will introduce them to the life of Hemingway, the journey of Santiago, and empower them to live even bigger than both of you."

Tantos nomes legais para eu escolher!

Troque Kilimanjaro por outro cenário deslumbrante e pense em crianças criadas num ambiente multicultural, sem preconceito= Juminako cada dia soando mais hippie. Estejam cientes que informei dos perigos, mas para terminar com uma frase piegas: 

If you can dream it, you can do it
Walt Disney 
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